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Mensagens

Movimentações dentro do PSD

O Diário de Notícias deu conta, esta semana, de movimentações no seio do PSD com o claro objectivo de contestar e, em última instância, destronar, a liderança de Manuela Ferreira Leite. O jornal referiu a possibilidade de um grupo dentro do PSD levar a cabo acções de contestação e da possibilidade desse grupo reunir o número de assinaturas suficientes para pôr em causa a actual liderança. Estas movimentações antecederam um mau episódio protagonizado por Ferreira Leite. Esta semana, a actual líder do PSD escreveu um artigo no jornal Expresso no qual criticava o silêncio do primeiro-ministro relativamente aos últimos acontecimentos relacionados com a onda de criminalidade que assola o país. O problema reside no facto de Ferreira Leite ter feito do silêncio a pedra de toque da sua estratégia política. São estas contradições que dão força à oposição interna que, paulatinamente, fragiliza de forma indelével a liderança de Manuela Ferreira Leite. As movimentações dentro do PSD terão seguram...

Obama e a economia

Depois da convenção democrata, é agora a vez de Barack Obama se dedicar apenas a uma frente – as eleições para a presidência dos EUA. Mas para tal, é imperativo que Obama mostre aos americanos que tem um verdadeiro plano económico para recuperar a economia americana. Esse plano é condição sine qua non para a vitória dos candidatos à presidência americana. Ambos os candidatos já mostraram aos americanos umas linhas gerais sobre política económica: McCain, o candidato republicano, insiste no liberalismo económico aliado a um crescente proteccionismo; enquanto que Obama tem aflorado, tenuemente, a questão da regulação, mas não explicou ainda, por exemplo, como vai aumentar os serviços sociais que visam os americanos mais desfavorecidos, sem aumentar impostos. Com efeito, são estas questões que podem decidir uma eleição. Neste contexto, Obama deve apostar seriamente na economia. E mais não seja porque os americanos atravessam um período manifestamente desfavorável, e muitos americanos estã...

Aumento da insegurança

Este ano tem sido marcado pelo aumento da sensação de insegurança, mesmo que as estatísticas indiquem um aumento insípido da criminalidade. Em traços gerais, surgiram, nos últimos meses, novo tipos de criminalidade, a maior parte dela violenta. Já não se trata de um qualquer empolamento levado a cabo pela comunicação social, mas antes uma realidade nova com a qual o país não está habituado a lidar. O aumento da insegurança terá, seguramente, custos políticos para o Governo que se mostra incapaz de fazer face ao surgimento de uma criminalidade violenta. A ideia com que se fica é a de que o Governo não tem capacidade de lidar com o problema. Não chega reiterar o apoio dado às polícias, nem mesmo um reforço policial será suficiente, embora a criação de unidades especiais com capacidade para lidar com criminalidade violenta seja de uma enorme proficuidade. É fundamental rever-se toda a panóplia de leis, algumas delas alteradas recentemente, que estão repletas de contradições e que permitem...

Confronto com o Ocidente

O Presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, reconheceu a independência das regiões georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia. Esta decisão do Presidente russo deteriora seriamente as relações entre a Rússia e o Ocidente. Além do reconhecimento da independência das duas regiões, o Presidente russo frisou não ter qualquer problema em regressar à guerra-fria. O discurso de Medvedev põe em causa um regresso à normalização entre as relações russas e ocidentais. Com efeito, parece caminharmos a passos largos para um intensificar do tom entre UE, NATO, EUA e a Rússia. O aproveitamento russo de uma situação criada pelo presidente georgiano, ao ter intervindo na Ossétia do Sul, leva necessariamente ao aumento da hegemonia russa na região e a um inevitável isolamento internacional. O Presidente russo não parece, porém, particularmente preocupado com a questão do isolamento da Rússia no panorama internacional. A União Europeia e os Estados Unidos acabaram por provar o seu próprio veneno: a...

Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos estão a decorrer num quadro de relativa normalidade. Fala-se muito de desporto, de medalhas, de conquistas, de proezas. Afinal de contas, é mesmo disso que se trata. Pelo meio caíram as críticas ao regime chinês, dando-se maior ênfase à competição propriamente dita. E o mundo acaba por esquecer, momentaneamente ou não, o desrespeito pelos direitos humanos que a China comprometeu-se em melhorar. Já aqui se dissertou sobre a janela de oportunidade aproveitada pela China para mostrar ao mundo a sua modernidade e para mostrar ao povo chinês que o regime se encontra vivo e de boa saúde. Lamenta-se, porém, o silêncio que obnubila a natureza nefasta do regime. A visibilidade dada ao evento foi aproveitada, num primeiro momento, para mostrar ao mundo essa natureza nefasta. Entretanto, os protestos contra a violação dos direitos humanos no Tibete e contra o desrespeito sistemático dos direitos humanos na China deram lugar ao silêncio e, porventura, ao esquecimento. Os Jogos O...

Ainda o silêncio do PSD

Ângelo Correia, ex-Presidente da Mesa do Congresso da direcção de Luís Filipe Menezes, criticou a perpetuação do silêncio da actual líder do partido, enquanto simultaneamente apelou para a união e mobilização do partido. Ângelo Correia tem dado ao partido um importante contributo. A sua acção política é, aliás, caracterizada pela seriedade e pela coerência. As suas críticas terão seguramente algum impacto na estratégia adoptada por Manuela Ferreira Leite. Ferreira Leite não abdica de seguir uma estratégia de silêncio que não tem tido efeitos positivos no eleitorado. Segundo alguns analistas, esta estratégia é deliberada e pretende fazer uma clara demarcação do estilo mais efusivo e demagógico do primeiro-ministro. De facto, não se exclui a possibilidade de Ferreira Leite pretender demarcar-se do primeiro-ministro. Mas essa demarcação teria de ser também no conteúdo e não apenas cingir-se a uma questão de estilo. É possível que a estratégia de silêncio mais não seja do que uma tibieza d...

Notas por notas

Este é o resumo do anúncio do Governo de atribuir um prémio em dinheiro aos melhores alunos. O Governo prepara-se assim para recompensar os melhores alunos no Dia do Diploma. A questão tem passado relativamente despercebida na comunicação social, embora seja reiteradamente abordada nos blogues. É curioso verificar a inépcia de quem nos governa e a forma como se rende a manobras vistosas mas desprovidas de interesse. Ora, a atribuição de 500 euros aos melhores alunos vem na linha de outras manobras propagandísticas que são formas bacocas de escamotear os falhanços clamorosos em matéria de educação. De um modo geral, é mais fácil entreter os cidadãos com estas manobras vistosas do que empreender políticas que permitam aumentar a qualidade do ensino. Neste contexto insere-se também a distribuição de computadores portáteis. Aparentemente esta parece ser uma política cuja importância é indiscutível, mas não é preciso olharmos atentamente para vislumbrarmos o vazio que ...