segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Insistência de Passos Coelho


É sobejamente conhecida a teimosia daquele que exerce as funções de primeiro-ministro. Muitas vezes é mesmo assim: no lugar das ideias encontra-se a casmurrice. O caso dos corte nas pensões em pagamento não poderia ser excepção, pese embora o chumbo do Tribunal Constitucional. Onde se viu mais uma derrota para o Governo, Passos Coelho vê uma janela de oportunidade para aplicar cortes nas pensões, de forma retroactiva.
O valor em causa está muito longe do que o Estado aplicou no Banif, por exemplo; dinheiro que, convenientemente, não entra nas contas do défice (outra "vitória" recente do Executivo de Passos Coelho); o valor em causa é risível perto do que se gastou com o BPN, com as PPP's e com tantas outras negociatas entre poder politico e poder económico.
O valor em apreço não chega aos 400 milhões. Paralelamente, a medida reveste-se de uma profunda injustiça, mas continua a ser ponto de honra de Passos Coelho.
Se dúvidas existissem sobre para quem o Executivo de Passos Coelho governa, esta medida dissipa todas e quaisquer dúvidas..

1 comentário:

meirelesportuense disse...

É a Caça aos Pensionistas!...De uma forma ou de outra e com a complacência de muito boa gente, que vê -julga ver- assim, afastada de si a cota parte da "Solidariedade" necessária ao "equilíbrio" do Erário Nacional.
Obrigar as Grandes Fortunas a dar o Contributo é que não pode ser e por exemplo, porque não tributar a sério as Aplicações Financeiras Especulativas?...De certeza que arranjariam muita massa, mas também muitos INIMIGOS.