Avançar para o conteúdo principal

Greve Geral

A greve é uma forma de protesto e é legítimo encontrar-se e fazer-se a apologia de outras formas de protesto. De facto, existe uma multiplicidade de razões que justificam a greve de amanhã. A investida que tem sido feita contra quem trabalha é por demais evidente, embora ainda não exista a percepção generalizada das penalizações a que os trabalhadores estarão sujeitos em 2013.
Com efeito, é fácil encontrar-se razões para a mobilização dos trabalhadores sob a forma de greve geral. Quanto à eficácia das greves, a discussão acaba por ser mais abrangente, embora nessa discussão não se deva descurar a importância que esta forma de luta teve no passado, contribuindo decisivamente para o reforço dos direitos dos trabalhadores.
Hoje assiste-se a um retrocesso sem paralelo, quer em matéria de direitos dos trabalhadores, quer no que diz respeito ao retrocesso que se antevê ainda mais acentuado no que diz respeito ao Estado Social.
Assim, são inúmeras as razões que justificam a adopção de várias formas de luta, a greve é uma delas. Todavia, haverá muitos que embora vejam todo o sentido na greve de amanhã, estarão impossibilitados de aderir, por várias razões: precariedade, pouca adesão no local de trabalho, a perda de um dia de trabalho e subsequentemente o emagrecimento do salário.
Caminhamos a passos largos para o abismo. Haverá quem ainda se recuse ver essa evidência. Para o ano, daremos mais um passo nesse sentido.

Comentários

Unknown disse…
Não tenho a mínima dúvida que caminhamos a passos largos para o abismo e muitos fazem-no de olhos fechados. Amanhã estarei de olhos bem abertos e a gritar na rua pois é lá que terá que começar a mudança já que de outra forma não vamos lá!
Unknown disse…
Não tenho a mínima dúvida que caminhamos a passos largos para o abismo e muitos fazem-no de olhos fechados. Amanhã estarei de olhos bem abertos e a gritar na rua pois é lá que terá que começar a mudança já que de outra forma não vamos lá!

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Odeio uma miúda de 16 anos, e agora?

É digno de registo verificar a quantidade de gente que odeia - o termo é mesmo o mais indicado - uma jovem de 16 anos, de seu nome Greta Thunberg, que tem andado por aí a lutar para que se responda à emergência climática. Se a forma escolhida pela jovem é a mais eficiente, é outra questão, mas mesmo que não o seja, nada justifica a torrente de ódio que por aí grassa. É também caso para se lançar um apelo a quem não só odeia Greta, como não se coíbe de andar pelas redes sociais a destilar esse ódio: façam uma introspecção. Procurem a origem desse ódio: é por se tratar de uma jovem? É por ser uma rapariga? É por ter mais massa cinzenta? É por ter coragem? Coisa que o frustrado de telemóvel na mão é incapaz de compreender, quanto mais e alcançar. Ou é pelo facto de ser uma jovem de uns meros 16 anos a falar a verdade que tanto custa ouvir? Será porque essa verdade, quando aceite, obriga a mudanças radicais? Ou será que a causa é bem mais singela? O ódio a si próprio. Coloquem a questão so…

Não há planeta para a globalização

No seu livro "Down to Earth" Bruno Latour afirma, sem margem para equívocos, que não existe planeta para a globalização, estabelecendo uma relação entre as desigualdades, a desregulação e as questões ambientais num contexto de morte da solidariedade dos mais ricos em relação a todos os outros. De resto, num planeta sem espaço para todos, qual o sentido da solidariedade e num cenário em que não existe um futuro comum qual a razão dessa solidariedade, quando o que interessa é sobreviver?  Latour refere a Cimeira de Paris, em 2015, como ponto de viragem. Nessa cimeira, as várias lideranças políticas ter-se-ão apercebido de que modernidade com quem sempre sonharam não passará de um mero sonho. Não há planeta para a globalização.  O filósofo, antropólogo e sociólogo defende a necessidade de repensarmos conceitos como a modernidade, as fronteiras, o global e o local, referindo igualmente a necessidade de se dar início a novos planos para habitar a terra. Este e outros pontos de parti…