sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Obrigatório ler

O artigo "As ruas de 2012" de Naomi Wolf e que o jornal Público colocou na sua página é de leitura obrigatória. O artigo começa com uma questão colocada pela autora sobre as novidades que o ano novo trará relativamente à onda global de protestos de 2011. A respostas são, citando a autora, "alarmantes".
A supressão de direitos, a elaboração de legislação que atropela os direitos dos cidadãos, a repressão serão, na óptica de Naomi Wolf, respostas cada vez mais frequentes e musculadas para fazer face aos protestos globais. De um modo geral, os arautos da globalização neoliberal não se vão coibir de utilizar todas as armas ao seu dispor para reprimir e até extinguir os protestos que eclodem um pouco por todo o mundo.
Naomi Wolf de como países como o Reino Unido, Israel e Estados Unidos estão a preparar-se para cercear e, seguramente eliminar, quaisquer focos de protesto. O caso americano é paradigmático: a "National Defense Authorization Act, aprovada pelo Congresso em Dezembro, permite ao Presidente suspender as garantias processuais para cidadãos dos EUA, proceder à detenção por tempo indeterminado e sujeitá-los a tortura". Isso mesmo, tortura. Nada a que as Administrações Americanas não estejam já habituadas. Todavia, agora consegue-se ir ainda mais longe.
Por conseguinte, o protesto será reprimido, as leis serão endurecidas, o cerco continuará a apertar-se. Vale tudo para se manter um sistema de capitalismo selvagem global e este ano que agora se inicia mostrará a força do capital global e de todos os que dele se alimentam.
O artigo finda com a ideia de que a repressão, até ao momento, não está a produzir os efeitos esperados. Naomi Wolf refere que movimentos como o "Occupy Wall Street" e o "Ocupy Moscow" vão ganhando cada vez maior relevância, pese embora os esforços encetados para os diminuir. Seja como for, a ideia de que a política convencional já não consegue fazer face às ameaças à democracia começa a ganhar força. Os interesses da globalização financeira não se coaduna com as democracias. A resposta parece ser cada vez uma única: a mesma que nasce de movimentos de protesto global um pouco por todo o mundo.

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