
A instabilidade continua a ser a palavra que melhor caracteriza Israel e os territórios palestinianos. Não se vislumbram soluções que permitam mitigar essa instabilidade, o que existe é uma intenção clara por parte da Administração Bush de fazer tudo ao seu alcance para conseguir um acordo até ao final do mandato do ainda Presidente americano.
É na qualidade de mandatária dessa intenção de alcançar um acordo que Condelezza Rice proferiu duras críticas à continuação no processo de expansão de colonatos. O que está em causa é a construção de habitações na zona leste de Jerusalém, zona essa predominantemente árabe. A postura de manifesta intransigência do Governo israelita é um factor que potencia o inexorável fracasso de quaisquer negociações com a Palestina.
A tibieza da Administração americana acabou por condicionar as perspectivas de sucesso do processo de paz para a região. O Presidente Bush nunca se empenhou pessoalmente nas negociações entre israelitas e palestinianos, ao contrário do que fez o seu antecessor. A manifesta inépcia desta Administração permitiu que se tivessem passado quase oito anos sem que se tenha assistido a uma evolução no processo de paz para a região, antes pelo contrário. Recorde-se que a estabilidade do Médio Oriente está largamente associada ao fim do conflito israelo-palestiniano e que, nessa medida, o sucesso das negociações de paz entre Israel e a Palestina é determinante para a estabilidade de toda a região.
Mas a tão almejada paz entre estes dois povos só é possível se se alicerçar as negociações na sensatez possível nestas circunstâncias. E essa sensatez parece não estar presente quando se presencia a obstinação contraproducente de ambos os lados. Assim, não é possível esperar um desfecho positivo das negociações de paz quando se percebe que um dos lados age de má fé, como é o caso dos israelitas. Continuar a construir-se colonatos em território predominantemente árabe (apesar de ser território clamado por Israel, na sequência da guerra de 1967) é claramente um sinal errado que pode ser interpretado como uma afronta.
De resto, é precisamente pela intransigência ser de parte a parte (os palestinianos não saem incólumes desta crítica) que é fundamental o empenho quer dos Estados Unidos, quer dos países da região.
Como nota final, importa referir que os territórios palestinianos ainda vivem uma difícil situação que divide este povo – de um lado o Hamas (na faixa de Gaza) a perder força, é certo; e do outro a Autoridade Palestiniana do Presidente Mahmoud Abbas. Esta conjuntura ainda torna mais inverosímil qualquer possibilidade de se alcançar a paz. É preciso, por conseguinte, sanar as divisões internas entre os palestinianos, e, por outro lado, trabalhar no sentido de se conseguir a paz possível entre dois povos cujas diferenças se mantêm irreconciliáveis, muito graças a intransigências obtusas como é o caso explanado neste texto.
É na qualidade de mandatária dessa intenção de alcançar um acordo que Condelezza Rice proferiu duras críticas à continuação no processo de expansão de colonatos. O que está em causa é a construção de habitações na zona leste de Jerusalém, zona essa predominantemente árabe. A postura de manifesta intransigência do Governo israelita é um factor que potencia o inexorável fracasso de quaisquer negociações com a Palestina.
A tibieza da Administração americana acabou por condicionar as perspectivas de sucesso do processo de paz para a região. O Presidente Bush nunca se empenhou pessoalmente nas negociações entre israelitas e palestinianos, ao contrário do que fez o seu antecessor. A manifesta inépcia desta Administração permitiu que se tivessem passado quase oito anos sem que se tenha assistido a uma evolução no processo de paz para a região, antes pelo contrário. Recorde-se que a estabilidade do Médio Oriente está largamente associada ao fim do conflito israelo-palestiniano e que, nessa medida, o sucesso das negociações de paz entre Israel e a Palestina é determinante para a estabilidade de toda a região.
Mas a tão almejada paz entre estes dois povos só é possível se se alicerçar as negociações na sensatez possível nestas circunstâncias. E essa sensatez parece não estar presente quando se presencia a obstinação contraproducente de ambos os lados. Assim, não é possível esperar um desfecho positivo das negociações de paz quando se percebe que um dos lados age de má fé, como é o caso dos israelitas. Continuar a construir-se colonatos em território predominantemente árabe (apesar de ser território clamado por Israel, na sequência da guerra de 1967) é claramente um sinal errado que pode ser interpretado como uma afronta.
De resto, é precisamente pela intransigência ser de parte a parte (os palestinianos não saem incólumes desta crítica) que é fundamental o empenho quer dos Estados Unidos, quer dos países da região.
Como nota final, importa referir que os territórios palestinianos ainda vivem uma difícil situação que divide este povo – de um lado o Hamas (na faixa de Gaza) a perder força, é certo; e do outro a Autoridade Palestiniana do Presidente Mahmoud Abbas. Esta conjuntura ainda torna mais inverosímil qualquer possibilidade de se alcançar a paz. É preciso, por conseguinte, sanar as divisões internas entre os palestinianos, e, por outro lado, trabalhar no sentido de se conseguir a paz possível entre dois povos cujas diferenças se mantêm irreconciliáveis, muito graças a intransigências obtusas como é o caso explanado neste texto.
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