
Manuela Ferreira Leite apresentou, ontem, a sua candidatura à liderança do Partido Social Democrata. Os últimos dias têm sido marcados por insinuações de que Manuela Ferreira Leite seria a candidata do “regime”, que faz parte do establishment e que o PSD necessitaria de um outro rumo. Mas a verdade é que Manuela Ferreira Leite pode revestir o partido daquilo que o mesmo tem vindo a perder: credibilidade.
Com efeito, Manuela Ferreira Leite tem um passado político que, não sendo naturalmente imaculado, se caracteriza precisamente pelo rigor, pela seriedade e pela credibilidade. A sua passagem pela pasta da Educação foi alvo de críticas, e essas críticas também foram ouvidas durante o tempo em que ocupou o cargo de ministra das Finanças.
É precisamente a sua passagem pelas Finanças que poderá constituir um ponto fraco numa possível disputa com José Sócrates. Recorde-se que esses também foram tempos de rigor e de sacrifícios, mas que apesar de tudo não terão surtido os efeitos desejados. Importa, contudo, referir que Ferreira Leite ocupou durante relativamente pouco tempo a pasta das Finanças.
De qualquer modo, a austeridade estará intrinsecamente associada a Manuela Ferreira Leite, mas os resultados do seu passado como ministra das Finanças não terão sido os mesmos alcançados pelo actual Executivo. Este é seguramente um elemento a desfavor de Ferreira Leite.
Todavia, esta candidatura poderá emitir sinais de esperança para partido e para o país, precisamente no sentido em que a candidatura de Ferreira Leite vai trazer seguramente alguma credibilidade e seriedade ao PSD. De igual forma, esta candidatura é uma candidatura de projectos e de ideias – algo que falta ao partido. São precisamente os projectos políticos para o país que podem reanimar o PSD. É preciso, por conseguinte, mostrar aos militantes do PSD e ao país que o PSD pode fazer diferente do PS. Está na altura de alguém, dentro do partido, conseguir emancipar-se ideologicamente, acabando com as indecisões e as confusões sobre o espaço ideológico a ocupar. Será que Manuela Ferreira Leite conseguirá fazer essa separação de águas? Há mais certezas, porém, de que a candidatura de Ferreira Leite poderá contribuir decisivamente para uma imagem mais edificante do partido.
Se a candidatura de Manuela Ferreira Leite conseguir apresentar um projecto credível para o país, mostrando que é capaz, por exemplo, de iniciar e concluir as reformas que o país precisa, sairá certamente vencedora destas eleições internas do partido. Entretanto, as dissenções terão de ser atenuadas, e neste particular, Manuela Ferreira Leite contará certamente com algumas das suas características pessoais para atingir esses intentos. O populismo, caso Manuela Ferreira Leite vença as eleições no partido, será o grande derrotado. Seja como for, torna-se urgente um PSD forte e com rumo para o retomar de um equilíbrio político e, quem sabe, uma mudança que o país tanto necessita.
De notar ainda que o candidato Pedro Passos Coelho pode dar um contributo positivo para regeneração do partido. Pedro Passos Coelho, ao contrário de Manuela Ferreira Leite, não tem um passado político potencialmente comprometedor. Este candidato já mostrou, nos dias subsequentes ao anúncio da sua candidatura, que possui ideias e projectos para o país. Num contexto de novo rumo para o partido, não se deve subestimar toda a potencialidade da candidatura de Pedro Passos Coelho.
Com efeito, Manuela Ferreira Leite tem um passado político que, não sendo naturalmente imaculado, se caracteriza precisamente pelo rigor, pela seriedade e pela credibilidade. A sua passagem pela pasta da Educação foi alvo de críticas, e essas críticas também foram ouvidas durante o tempo em que ocupou o cargo de ministra das Finanças.
É precisamente a sua passagem pelas Finanças que poderá constituir um ponto fraco numa possível disputa com José Sócrates. Recorde-se que esses também foram tempos de rigor e de sacrifícios, mas que apesar de tudo não terão surtido os efeitos desejados. Importa, contudo, referir que Ferreira Leite ocupou durante relativamente pouco tempo a pasta das Finanças.
De qualquer modo, a austeridade estará intrinsecamente associada a Manuela Ferreira Leite, mas os resultados do seu passado como ministra das Finanças não terão sido os mesmos alcançados pelo actual Executivo. Este é seguramente um elemento a desfavor de Ferreira Leite.
Todavia, esta candidatura poderá emitir sinais de esperança para partido e para o país, precisamente no sentido em que a candidatura de Ferreira Leite vai trazer seguramente alguma credibilidade e seriedade ao PSD. De igual forma, esta candidatura é uma candidatura de projectos e de ideias – algo que falta ao partido. São precisamente os projectos políticos para o país que podem reanimar o PSD. É preciso, por conseguinte, mostrar aos militantes do PSD e ao país que o PSD pode fazer diferente do PS. Está na altura de alguém, dentro do partido, conseguir emancipar-se ideologicamente, acabando com as indecisões e as confusões sobre o espaço ideológico a ocupar. Será que Manuela Ferreira Leite conseguirá fazer essa separação de águas? Há mais certezas, porém, de que a candidatura de Ferreira Leite poderá contribuir decisivamente para uma imagem mais edificante do partido.
Se a candidatura de Manuela Ferreira Leite conseguir apresentar um projecto credível para o país, mostrando que é capaz, por exemplo, de iniciar e concluir as reformas que o país precisa, sairá certamente vencedora destas eleições internas do partido. Entretanto, as dissenções terão de ser atenuadas, e neste particular, Manuela Ferreira Leite contará certamente com algumas das suas características pessoais para atingir esses intentos. O populismo, caso Manuela Ferreira Leite vença as eleições no partido, será o grande derrotado. Seja como for, torna-se urgente um PSD forte e com rumo para o retomar de um equilíbrio político e, quem sabe, uma mudança que o país tanto necessita.
De notar ainda que o candidato Pedro Passos Coelho pode dar um contributo positivo para regeneração do partido. Pedro Passos Coelho, ao contrário de Manuela Ferreira Leite, não tem um passado político potencialmente comprometedor. Este candidato já mostrou, nos dias subsequentes ao anúncio da sua candidatura, que possui ideias e projectos para o país. Num contexto de novo rumo para o partido, não se deve subestimar toda a potencialidade da candidatura de Pedro Passos Coelho.
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