
A dupla constituída pelo presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, e por Alberto João Jardim deu sinais de se ter consolidado durante o XII Congresso do PSD, realizado durante o passado fim-de-semana e à porta fechada. Os ares da Madeira não têm o melhor efeito sobre os líderes do PSD que se deslocam à ilha. Já antes de Menezes, foi Marques Mendes a ser contagiado pelo populismo bacoco do líder do governo regional da Madeira, e a mostrar uma admiração esfuziante em relação a Alberto João Jardim.
Esta aproximação entre o líder do PSD nacional e Alberto João Jardim explica-se também pela necessidade de agradar ao líder madeirense. De facto, é preferível ter João Jardim como aliado do que como inimigo.
Em todo o caso, Menezes conseguiu ir ligeiramente mais longe do que o seu antecessor ao preconizar uma nova Constituição e ao prometer ao líder madeirense uma “autonomia sem limites”, seja lá o que é que isso representa. Menezes não explicou muito.
Esta aproximação entre Menezes e Jardim poderá ter efeitos contraproducentes a nível nacional; se na Madeira Menezes consegue marcar alguns pontos, terá mais dificuldade em fazê-lo ao nível nacional, senão vejamos: segundo as últimas sondagens, Menezes perde terreno em relação ao PS, mas principalmente em relação à esquerda – a ausência de um projecto político e a falta de credibilidade não têm proporcionado ao líder do PSD aproveitamento político das incongruências do Governo e do descontentamento dos portugueses. Acresce agora esta união entre Menezes e um líder polémico cuja forma de governar apresenta laivos de totalitarismo. Nem todos os portugueses apreciam o estilo brejeiro, mal-educado, e desprovido de qualquer respeito pelos adversários políticos, jornalistas, e outros cidadãos – um pouco à moda dos monarcas iluminados.
Por conseguinte, esta aliança poderá produzir efeitos negativos para o periclitante líder do PSD. Mas mais preocupantes são as promessas de uma autonomia sem limites e de uma nova Constituição. Na primeira promessa, Menezes fica a dever um esclarecimento aos portugueses; na segunda, trata-se apenas de uma ideia ligeiramente aflorada pelo líder do PSD como sendo uma espécie de solução para todos os problemas – a ligeireza com que Menezes aborda essa questão não deixa, porém, de ser inquietante.
O PSD vai continuar a perder intenções de voto por uma simples razão: o PSD afunda-se na sua própria incompetência, designadamente ao nível da liderança bicéfala (?). Com efeito, as divisões internas, a ausência de um projecto político, a inépcia no aproveitamento nos maus momentos do Governo e a falta de credibilidade são meras consequências de uma incompetência assinalável que grassa no PSD. Note-se que não deixa de ser curioso ver Alberto João Jardim e Luís Felipe Menezes, na Madeira, adjectivarem o Governo de José Sócrates como sendo autoritário. Reitere-se: estas declarações foram proferidas na Madeira – um oásis de democracia.
Esta aproximação entre o líder do PSD nacional e Alberto João Jardim explica-se também pela necessidade de agradar ao líder madeirense. De facto, é preferível ter João Jardim como aliado do que como inimigo.
Em todo o caso, Menezes conseguiu ir ligeiramente mais longe do que o seu antecessor ao preconizar uma nova Constituição e ao prometer ao líder madeirense uma “autonomia sem limites”, seja lá o que é que isso representa. Menezes não explicou muito.
Esta aproximação entre Menezes e Jardim poderá ter efeitos contraproducentes a nível nacional; se na Madeira Menezes consegue marcar alguns pontos, terá mais dificuldade em fazê-lo ao nível nacional, senão vejamos: segundo as últimas sondagens, Menezes perde terreno em relação ao PS, mas principalmente em relação à esquerda – a ausência de um projecto político e a falta de credibilidade não têm proporcionado ao líder do PSD aproveitamento político das incongruências do Governo e do descontentamento dos portugueses. Acresce agora esta união entre Menezes e um líder polémico cuja forma de governar apresenta laivos de totalitarismo. Nem todos os portugueses apreciam o estilo brejeiro, mal-educado, e desprovido de qualquer respeito pelos adversários políticos, jornalistas, e outros cidadãos – um pouco à moda dos monarcas iluminados.
Por conseguinte, esta aliança poderá produzir efeitos negativos para o periclitante líder do PSD. Mas mais preocupantes são as promessas de uma autonomia sem limites e de uma nova Constituição. Na primeira promessa, Menezes fica a dever um esclarecimento aos portugueses; na segunda, trata-se apenas de uma ideia ligeiramente aflorada pelo líder do PSD como sendo uma espécie de solução para todos os problemas – a ligeireza com que Menezes aborda essa questão não deixa, porém, de ser inquietante.
O PSD vai continuar a perder intenções de voto por uma simples razão: o PSD afunda-se na sua própria incompetência, designadamente ao nível da liderança bicéfala (?). Com efeito, as divisões internas, a ausência de um projecto político, a inépcia no aproveitamento nos maus momentos do Governo e a falta de credibilidade são meras consequências de uma incompetência assinalável que grassa no PSD. Note-se que não deixa de ser curioso ver Alberto João Jardim e Luís Felipe Menezes, na Madeira, adjectivarem o Governo de José Sócrates como sendo autoritário. Reitere-se: estas declarações foram proferidas na Madeira – um oásis de democracia.
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