
O título repete-se com acentuada frequência. De facto, a crise do PSD remonta ao tempo do ex-primeiro-ministro Santana Lopes, mas a actual liderança de Luís Filipe Menezes não conseguiu afastar inexoravelmente a palavra “crise”. Ontem, e depois de Aguiar Branco, ex-ministro da Justiça e deputado do PSD, ter avançado com a hipótese de se constituir como alternativa à actual liderança, Menezes anunciou a sua demissão e consequente convocação de eleições internas.
Na sua declaração em que anuncia a sua demissão, Luís Filipe Menezes enfatizou a constante crítica interna como factor de constante destabilização do partido, e elegeu esta razão como sendo primordial para a instabilidade que se vive no seio do partido. Esquece Menezes que essas críticas não surgem como contestação avulsa à sua liderança, mas surgem antes na sequência do enfraquecimento do PSD de que as últimas sondagens dão conta. Com efeito, o PSD tem, em matéria de intenção de voto, decrescido acentuadamente nas mais recentes sondagens.
O primeiro exercício a ser feito pela liderança de Menezes deveria passar por uma análise detalhada nos inúmeros e recorrentes falhanços que têm enfraquecido o partido. São inúmeras as razões que subjazem a muitas críticas que eclodem no seio do PSD: a liderança bicéfala – nunca formalmente admitida – que se confundiu amiúde com uma liderança acéfala; a ausência de um projecto credível para o país; a total incapacidade em mostrar ao país que o PSD constituía uma alternativa ao Governo; a falta de credibilidade do próprio líder que foi frequentemente minada por avanços e recuos difíceis de explicar; o falhanço clamoroso no aproveitamento dos fracassos do Governo; a perda de tempo com minudências, de que o episódio da jornalista Fernanda Câncio é o mais recente exemplo; a incapacidade demonstrada na união dentro do partido e a recusa, da actual liderança, em aceitar a discussão interna.
Nestas circunstâncias, a actual crise que se instalou no seio do PSD não constitui surpresa. O que continua a ser surpreendente, porém, é a incapacidade de Luís Filipe Menezes em perceber onde é que o partido por si liderado falhou. Não chega justificar a actual situação do partido com a torrente de críticas internas que aniquilam o partido. O falhanço do PSD é o resultado de uma fragilização constante fruto da incapacidade da actual liderança – as críticas internas são precisamente a consequência directa dessa fragilização.
Luís Filipe Menezes anunciou que deixa a liderança do PSD, mas não fechou totalmente a porta a uma recandidatura. Aliás, a probabilidade de Menezes se recandidatar é elevada. Até porque o “basta” do presidente do PSD parece pedir um tira-teimas, através da convocação de eleições internas com o objectivo da reeleição do líder e consequente consolidação da actual liderança. E não é de se excluir a hipótese de Menezes sair duplamente vitorioso da actual situação, conseguindo a reeleição e o fortalecimento inequívoco da sua liderança – aos olhos do partido e do país. Fica-se a aguardar o aparecimento de alternativas à liderança de Menezes, e fica-se na expectativa de saber se essas alternativas têm o apoio das famigeradas bases do partido.
Na sua declaração em que anuncia a sua demissão, Luís Filipe Menezes enfatizou a constante crítica interna como factor de constante destabilização do partido, e elegeu esta razão como sendo primordial para a instabilidade que se vive no seio do partido. Esquece Menezes que essas críticas não surgem como contestação avulsa à sua liderança, mas surgem antes na sequência do enfraquecimento do PSD de que as últimas sondagens dão conta. Com efeito, o PSD tem, em matéria de intenção de voto, decrescido acentuadamente nas mais recentes sondagens.
O primeiro exercício a ser feito pela liderança de Menezes deveria passar por uma análise detalhada nos inúmeros e recorrentes falhanços que têm enfraquecido o partido. São inúmeras as razões que subjazem a muitas críticas que eclodem no seio do PSD: a liderança bicéfala – nunca formalmente admitida – que se confundiu amiúde com uma liderança acéfala; a ausência de um projecto credível para o país; a total incapacidade em mostrar ao país que o PSD constituía uma alternativa ao Governo; a falta de credibilidade do próprio líder que foi frequentemente minada por avanços e recuos difíceis de explicar; o falhanço clamoroso no aproveitamento dos fracassos do Governo; a perda de tempo com minudências, de que o episódio da jornalista Fernanda Câncio é o mais recente exemplo; a incapacidade demonstrada na união dentro do partido e a recusa, da actual liderança, em aceitar a discussão interna.
Nestas circunstâncias, a actual crise que se instalou no seio do PSD não constitui surpresa. O que continua a ser surpreendente, porém, é a incapacidade de Luís Filipe Menezes em perceber onde é que o partido por si liderado falhou. Não chega justificar a actual situação do partido com a torrente de críticas internas que aniquilam o partido. O falhanço do PSD é o resultado de uma fragilização constante fruto da incapacidade da actual liderança – as críticas internas são precisamente a consequência directa dessa fragilização.
Luís Filipe Menezes anunciou que deixa a liderança do PSD, mas não fechou totalmente a porta a uma recandidatura. Aliás, a probabilidade de Menezes se recandidatar é elevada. Até porque o “basta” do presidente do PSD parece pedir um tira-teimas, através da convocação de eleições internas com o objectivo da reeleição do líder e consequente consolidação da actual liderança. E não é de se excluir a hipótese de Menezes sair duplamente vitorioso da actual situação, conseguindo a reeleição e o fortalecimento inequívoco da sua liderança – aos olhos do partido e do país. Fica-se a aguardar o aparecimento de alternativas à liderança de Menezes, e fica-se na expectativa de saber se essas alternativas têm o apoio das famigeradas bases do partido.
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