
O PSD é um partido claramente dividido e não é, pois, por acaso que surgem tantas candidaturas para as próximas directas marcadas para Maio. A última foi a de Pedro Santana Lopes, o que por si só já dará mais azo a novos antagonismos. O partido move-se – de forma não muito diferente do PS – por interesses imediatos que se prendem com a vitória nos vários actos eleitorais do próximo ano, mas sobretudo com a vitória nas legislativas. Ora, com a dificuldade que este partido tem em manter-se na oposição e com a ânsia desmesurada de vitórias políticas, o PSD corre o risco de se manter na oposição durante mais alguns anos.
Com efeito, os eleitores – estejam eles mais situados à esquerda ou à direita – não gostam de querelas no seio dos partidos políticos. Na verdade, os portugueses atingiram um ponto de saturação no que diz respeito à política e aos políticos e não estão dispostos a assistir a cisões e facções, que têm muito pouco que ver com os interesses do país. A serenidade é uma característica importante para os partidos políticos, a partir do momento que se perde essa característica fundamental, corre-se o risco de perder as intenções de voto de muitos eleitores.
De um modo geral, Manuela Ferreira Leite parece ser a candidata que reúne maior consenso dentro do partido. Resta saber se esse consenso não está confinado à opinião dos chamados “notáveis” do partido. Mas Ferreira Leite consegue incutir alguma serenidade num partido que se aproxima da inviabilidade política.
Pedro Passos Coelho, por seu lado, é considerado credível e promissor, mas começa a reunir apoios, da ala “menezista”, que lhe podem ser prejudiciais.
E surge agora um Pedro Santana Lopes pouco preocupado com os dissabores das últimas eleições legislativas. É crível que este candidato reúna algumas simpatias dentro do partido, mas o peso de um passado recente marcado pelo clamoroso fracasso eleitoral frente ao actual primeiro-ministro, compromete inexoravelmente qualquer hipótese de ser eleito líder do PSD.
Neste contexto, as divisões no seio do PSD dificilmente serão sanadas, independentemente do candidato vencedor. O PSD, se quer voltar a ser governo, não pode continuar irresolutamente dividido, manifestando uma ânsia exasperante de voltar ao poder, em que cada um parece incapaz de esconder interesses alheios ao futuro do país. O que sai para a opinião pública é a imagem de um partido ganancioso e fratricida. Não se está com isto a afirmar que os outros partidos não são até certo ponto assim, mas têm conseguido ser mais hábeis na tarefa de dissimular essas suas imperfeições.
Com efeito, os eleitores – estejam eles mais situados à esquerda ou à direita – não gostam de querelas no seio dos partidos políticos. Na verdade, os portugueses atingiram um ponto de saturação no que diz respeito à política e aos políticos e não estão dispostos a assistir a cisões e facções, que têm muito pouco que ver com os interesses do país. A serenidade é uma característica importante para os partidos políticos, a partir do momento que se perde essa característica fundamental, corre-se o risco de perder as intenções de voto de muitos eleitores.
De um modo geral, Manuela Ferreira Leite parece ser a candidata que reúne maior consenso dentro do partido. Resta saber se esse consenso não está confinado à opinião dos chamados “notáveis” do partido. Mas Ferreira Leite consegue incutir alguma serenidade num partido que se aproxima da inviabilidade política.
Pedro Passos Coelho, por seu lado, é considerado credível e promissor, mas começa a reunir apoios, da ala “menezista”, que lhe podem ser prejudiciais.
E surge agora um Pedro Santana Lopes pouco preocupado com os dissabores das últimas eleições legislativas. É crível que este candidato reúna algumas simpatias dentro do partido, mas o peso de um passado recente marcado pelo clamoroso fracasso eleitoral frente ao actual primeiro-ministro, compromete inexoravelmente qualquer hipótese de ser eleito líder do PSD.
Neste contexto, as divisões no seio do PSD dificilmente serão sanadas, independentemente do candidato vencedor. O PSD, se quer voltar a ser governo, não pode continuar irresolutamente dividido, manifestando uma ânsia exasperante de voltar ao poder, em que cada um parece incapaz de esconder interesses alheios ao futuro do país. O que sai para a opinião pública é a imagem de um partido ganancioso e fratricida. Não se está com isto a afirmar que os outros partidos não são até certo ponto assim, mas têm conseguido ser mais hábeis na tarefa de dissimular essas suas imperfeições.
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