
Faz hoje cinco anos que começou a intervenção militar americana no Iraque e o balanço é profundamente negativo. Além do número de vítimas, a guerra deu um forte contributo para a destabilização da região e para a ascensão do Irão. O ainda Presidente Bush tenta passar a imagem de sucesso, embora não determinante para o fim da guerra, da intervenção militar norte-americana. Mas a imagem que o mundo tem é de uma guerra sem fundamento assente na mentira da Administração Bush.
Com efeito, a guerra não é só feita de insucessos, e as tentativas norte-americanas para estabilizar o país são, apesar de tudo, uma realidade: o apoio, por vezes contraproducente dos americanos, ao governo iraquiano e a tentativa de não ostracizar antigos membros do partido de Saddam, o Partido Baas inserem-se num contexto de pacificação e estabilização do Iraque. Além disso, a Administração Bush tem encetado tentativas de convergir os interesses entre curdos, xiitas e sunitas, sobretudo através do petróleo. De igual modo, os americanos tentam ainda trazer para esta questão do Iraque os países vizinhos do Irão, se bem que a intransigência dos mesmos ainda seja, em muitos aspectos, irredutível.
Mas no cômputo geral, a intervenção militar americana no Iraque pauta-se por uma multiplicidade de erros e as perspectivas de estabilização da região, afastando a hipótese de guerra civil e eliminando o extremismo, ainda estão longe de estarem consolidadas.
Muito já se disse e se escreveu sobre esta guerra que começou há precisamente cinco anos. Não há, de facto, muito a adiantar de novo. Sublinha-se repetidamente o erro norte-americano, enfatizando-se a arrogância dos EUA que, à margem da ONU, insistiu em levar por diante uma guerra, ainda para mais assente na mentira.
As consequências são inúmeras e invariavelmente negativas para os EUA – destas destacam-se a perda de capacidade de intervenção da política externa americana e a fragilização da imagem dos EUA, com o subsequente recrudescimento do antiamericanismo.
Mais preocupante do que o passado é o futuro da região que se caracteriza pela incerteza e pela falência de soluções exequíveis. Parece estar, assim, excluída uma solução que permita a estabilização do país no curto e médio prazo.
A grave problema do Iraque tem sido tema de aceso debate entre os vários candidatos à presidência dos Estados Unidos, tema, aliás, que será central quando as primárias, designadamente do partido democrata, tiverem sido ultrapassadas. Entre Hillary Clinton e Barack Obama, mais do que soluções, discute-se quem é que apoiou a guerra e quem se absteve de o fazer. No lado republicano, John McCain mantém-se resoluto na necessidade de permanência das tropas americanas até que seja necessário. De uma coisa podemos estar certos: os americanos estão manifestamente saturados desta guerra, com os seus elevados custos humanos, mas também financeiros. A solução, essa, permanece uma incógnita.
Com efeito, a guerra não é só feita de insucessos, e as tentativas norte-americanas para estabilizar o país são, apesar de tudo, uma realidade: o apoio, por vezes contraproducente dos americanos, ao governo iraquiano e a tentativa de não ostracizar antigos membros do partido de Saddam, o Partido Baas inserem-se num contexto de pacificação e estabilização do Iraque. Além disso, a Administração Bush tem encetado tentativas de convergir os interesses entre curdos, xiitas e sunitas, sobretudo através do petróleo. De igual modo, os americanos tentam ainda trazer para esta questão do Iraque os países vizinhos do Irão, se bem que a intransigência dos mesmos ainda seja, em muitos aspectos, irredutível.
Mas no cômputo geral, a intervenção militar americana no Iraque pauta-se por uma multiplicidade de erros e as perspectivas de estabilização da região, afastando a hipótese de guerra civil e eliminando o extremismo, ainda estão longe de estarem consolidadas.
Muito já se disse e se escreveu sobre esta guerra que começou há precisamente cinco anos. Não há, de facto, muito a adiantar de novo. Sublinha-se repetidamente o erro norte-americano, enfatizando-se a arrogância dos EUA que, à margem da ONU, insistiu em levar por diante uma guerra, ainda para mais assente na mentira.
As consequências são inúmeras e invariavelmente negativas para os EUA – destas destacam-se a perda de capacidade de intervenção da política externa americana e a fragilização da imagem dos EUA, com o subsequente recrudescimento do antiamericanismo.
Mais preocupante do que o passado é o futuro da região que se caracteriza pela incerteza e pela falência de soluções exequíveis. Parece estar, assim, excluída uma solução que permita a estabilização do país no curto e médio prazo.
A grave problema do Iraque tem sido tema de aceso debate entre os vários candidatos à presidência dos Estados Unidos, tema, aliás, que será central quando as primárias, designadamente do partido democrata, tiverem sido ultrapassadas. Entre Hillary Clinton e Barack Obama, mais do que soluções, discute-se quem é que apoiou a guerra e quem se absteve de o fazer. No lado republicano, John McCain mantém-se resoluto na necessidade de permanência das tropas americanas até que seja necessário. De uma coisa podemos estar certos: os americanos estão manifestamente saturados desta guerra, com os seus elevados custos humanos, mas também financeiros. A solução, essa, permanece uma incógnita.
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