
O atoleiro que dá título a este texto é o Iraque, ou mais concretamente a difícil situação do Iraque remete-nos para a imagem de um atoleiro. Esta designação não é nova, mas não deixa de ser inquietante, anos depois da intervenção militar americana no Iraque, verificar-se que a situação não melhorou, e que o Iraque continua a ser o já referido atoleiro.
Mais do que as discussões geopolíticas, o que é, de facto, importante não esquecer é a difícil situação do povo iraquiano apanhado no meio de uma incessante animosidade entre xiitas, sunitas e curdos, e vítimas dos intermináveis ataques terroristas levados a cabo por grupos extremistas, com ligação ou influência da Al-Qaeda.
Com efeito, muitos iraquianos, amiúde os mais capazes e com maior formação, abandonaram o país, deixando desta forma um vazio difícil de preencher e contribuindo, involuntariamente, para um adiamento do futuro deste país. Aqueles a quem não lhes foi permitido esse êxodo, continua a tentar sobreviver num país em que, nalgumas regiões, designadamente em Bagdade, os ataques terroristas são uma constante.
Além disso, a instabilidade política não dá sinais de desaparecer. A luta pelo poder entre xiitas e sunitas, e o apoio de milícias a estas facções, impedem sinais sólidos de uma tão necessária estabilidade política. Apesar de tudo, têm surgido ténues indícios que apontam para uma melhoria nas relações entre estes dois grupos, mas os avanços e recuos envolvendo o Irão, que tem uma forte influência sobre o xiitas, é frequente e inviabiliza a estabilidade da região.
Os norte-americanos têm uma nova estratégia para o Iraque, dando novas oportunidades aos baasistas – do partido de Saddam Hussein, que tinham sido outrora ostracizados. Por outro lado, a procura por parte dos EUA de apoios na região, designadamente, apoios de outros Estados árabes faz também parte da estratégia americana no sentido de estabilizar o Iraque. Todavia, os países da região mantêm uma relutância em coadjuvar os americanos.
Numa altura em que o mundo está de olhos postos nas eleições primárias nos EUA, importa ter presente que o Iraque será um assunto central da campanha eleitoral propriamente dita. O que não quer dizer que algum dos candidatos possa apresentar uma solução milagrosa para esta intrincada problemática. Porém, uma retirada extemporânea dos militares americanos pode desencadear uma escalada da violência entre as diferentes facções e proporcionar o contexto ideal para a proliferação do radicalismo.
A solução para o Iraque continua longe de ser evidente. Não há seguramente uma solução imediata que permita a estabilização deste país do Médio Oriente. Note-se que a situação no Afeganistão continua igualmente longe de ser estável. Também aqui, impera a instabilidade política e o radicalismo dos talibãs não cessou e conhece um momento de algum recrudescimento.
Em todo o caso, sublinhe-se a importância da comunidade internacional não abandonar esta questão, ou relegá-la apenas para a administração americana. Pouco adiantará ao povo iraquiano que o resto do mundo continue a olhar para o problema do Iraque como sendo exclusivamente americano. Urge a pacificação deste país e a convergência de esforços, que não têm de ser necessariamente militares, da comunidade internacional. Está em causa a salvaguarda de um povo e a própria estabilidade do sempre conturbado Médio Oriente.
Mais do que as discussões geopolíticas, o que é, de facto, importante não esquecer é a difícil situação do povo iraquiano apanhado no meio de uma incessante animosidade entre xiitas, sunitas e curdos, e vítimas dos intermináveis ataques terroristas levados a cabo por grupos extremistas, com ligação ou influência da Al-Qaeda.
Com efeito, muitos iraquianos, amiúde os mais capazes e com maior formação, abandonaram o país, deixando desta forma um vazio difícil de preencher e contribuindo, involuntariamente, para um adiamento do futuro deste país. Aqueles a quem não lhes foi permitido esse êxodo, continua a tentar sobreviver num país em que, nalgumas regiões, designadamente em Bagdade, os ataques terroristas são uma constante.
Além disso, a instabilidade política não dá sinais de desaparecer. A luta pelo poder entre xiitas e sunitas, e o apoio de milícias a estas facções, impedem sinais sólidos de uma tão necessária estabilidade política. Apesar de tudo, têm surgido ténues indícios que apontam para uma melhoria nas relações entre estes dois grupos, mas os avanços e recuos envolvendo o Irão, que tem uma forte influência sobre o xiitas, é frequente e inviabiliza a estabilidade da região.
Os norte-americanos têm uma nova estratégia para o Iraque, dando novas oportunidades aos baasistas – do partido de Saddam Hussein, que tinham sido outrora ostracizados. Por outro lado, a procura por parte dos EUA de apoios na região, designadamente, apoios de outros Estados árabes faz também parte da estratégia americana no sentido de estabilizar o Iraque. Todavia, os países da região mantêm uma relutância em coadjuvar os americanos.
Numa altura em que o mundo está de olhos postos nas eleições primárias nos EUA, importa ter presente que o Iraque será um assunto central da campanha eleitoral propriamente dita. O que não quer dizer que algum dos candidatos possa apresentar uma solução milagrosa para esta intrincada problemática. Porém, uma retirada extemporânea dos militares americanos pode desencadear uma escalada da violência entre as diferentes facções e proporcionar o contexto ideal para a proliferação do radicalismo.
A solução para o Iraque continua longe de ser evidente. Não há seguramente uma solução imediata que permita a estabilização deste país do Médio Oriente. Note-se que a situação no Afeganistão continua igualmente longe de ser estável. Também aqui, impera a instabilidade política e o radicalismo dos talibãs não cessou e conhece um momento de algum recrudescimento.
Em todo o caso, sublinhe-se a importância da comunidade internacional não abandonar esta questão, ou relegá-la apenas para a administração americana. Pouco adiantará ao povo iraquiano que o resto do mundo continue a olhar para o problema do Iraque como sendo exclusivamente americano. Urge a pacificação deste país e a convergência de esforços, que não têm de ser necessariamente militares, da comunidade internacional. Está em causa a salvaguarda de um povo e a própria estabilidade do sempre conturbado Médio Oriente.
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