
O atentado contra as vidas do Presidente timorense, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, deixam mais dúvidas do que certezas. Terá sido a tentativa de um golpe de Estado? Por que razão os alvos foram Xanana Gusmão e Ramos-Horta, quando estes sempre tentaram dialogar com o major Reinado? Como é que se explica a facilidade com que os ataques foram perpetrados? Regista-se, para já, a morte do major Alfredo Reinado.
Os últimos dois anos têm sido particularmente difíceis para este jovem Estado independente. Recorde-se que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta sempre enveredaram por uma via pacífica para chegarem à independência do território. Contudo, em 2006 eclodem revoltas no seio dos militares que se queixam de discriminação, esta crise de 2006 está longe de ter sido atenuada, e a instabilidade continua a vigorar no território. Ainda não há uma verdadeira coesão nacional, surgindo frequentemente a insatisfação de militares e das forças policiais.
No caso concreto, há que assinalar que o major Reinado era uma assinalável fonte de instabilidade. O mito que se criou em torno do major era aliciante para jovens, muitos deles acabando por seguir o major. A ideia de um rebelde, fardado, não obstante o discurso incipiente, que afirmava insurgir-se contra um governo de “políticos medrosos”, foi, de certa forma, apelativo para alguns timorenses. As razões que subjazem ao atentado contra a vida de Ramos-Horta, alegadamente levado a cabo pelo major, continuam a ser pouco claras. Relembre-se que tanto Ramos-Horta, como Xanana Gusmão sempre pugnaram por uma via pacífica como forma de lidar com o major, sobretudo através do diálogo.
A morte do major Alfredo Reinado não significa necessariamente o regresso da estabilidade a Timor-Leste. Refira-se que Gastão Salsinha, que esteve, há dois anos, no centro da revolta de 600 militares, e que foi alegadamente o autor do atentado falhado contra o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, continua a monte.
Em suma, os atentados contra a vida do chefe de Estado e do chefe de governo deixam muitas dúvidas, e necessitam de uma clarificação, sob pena de se assistir a um incremento de sinais que põem em perigo a estabilidade desta jovem democracia. Mas é igualmente importante que as forças estrangeiras – designadamente a força australiana e neozelandesa na região – desempenhem convenientemente as suas funções. A facilidade patente na execução destes atentados são maus prenúncios para o futuro do país e deixam muitas dúvidas quanto à eficácia das forças estrangeiras a actuarem em território timorense. Espera-se que a calma aparente nas ruas de Díli consubstancie-se numa pacificação real do território. O respeito pela democracia é condição essencial para o desenvolvimento desta jovem nação.
Os últimos dois anos têm sido particularmente difíceis para este jovem Estado independente. Recorde-se que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta sempre enveredaram por uma via pacífica para chegarem à independência do território. Contudo, em 2006 eclodem revoltas no seio dos militares que se queixam de discriminação, esta crise de 2006 está longe de ter sido atenuada, e a instabilidade continua a vigorar no território. Ainda não há uma verdadeira coesão nacional, surgindo frequentemente a insatisfação de militares e das forças policiais.
No caso concreto, há que assinalar que o major Reinado era uma assinalável fonte de instabilidade. O mito que se criou em torno do major era aliciante para jovens, muitos deles acabando por seguir o major. A ideia de um rebelde, fardado, não obstante o discurso incipiente, que afirmava insurgir-se contra um governo de “políticos medrosos”, foi, de certa forma, apelativo para alguns timorenses. As razões que subjazem ao atentado contra a vida de Ramos-Horta, alegadamente levado a cabo pelo major, continuam a ser pouco claras. Relembre-se que tanto Ramos-Horta, como Xanana Gusmão sempre pugnaram por uma via pacífica como forma de lidar com o major, sobretudo através do diálogo.
A morte do major Alfredo Reinado não significa necessariamente o regresso da estabilidade a Timor-Leste. Refira-se que Gastão Salsinha, que esteve, há dois anos, no centro da revolta de 600 militares, e que foi alegadamente o autor do atentado falhado contra o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, continua a monte.
Em suma, os atentados contra a vida do chefe de Estado e do chefe de governo deixam muitas dúvidas, e necessitam de uma clarificação, sob pena de se assistir a um incremento de sinais que põem em perigo a estabilidade desta jovem democracia. Mas é igualmente importante que as forças estrangeiras – designadamente a força australiana e neozelandesa na região – desempenhem convenientemente as suas funções. A facilidade patente na execução destes atentados são maus prenúncios para o futuro do país e deixam muitas dúvidas quanto à eficácia das forças estrangeiras a actuarem em território timorense. Espera-se que a calma aparente nas ruas de Díli consubstancie-se numa pacificação real do território. O respeito pela democracia é condição essencial para o desenvolvimento desta jovem nação.
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