
É fundamental que se refira o triunfo do facilitismo que impregna e conspurca a Educação. Hoje, mais do que nunca, é possível asseverar-se que se aposta quase tudo na quantidade em detrimento da qualidade. O Governo tem objectivos políticos – a guerra dos números, em particular da OCDE, que envergonham país é razão mais do que suficiente para o recurso a todo o tipo de expedientes para melhorar, artificialmente, a imagem do país. Este é um problema que condena Portugal ao fracasso e ao atraso. E mais: o rigor e a excelência serão palavras vãs para gerações de futuros trabalhadores mal preparados para enfrentarem um mundo cada vez mais competitivo.
Por outro lado, são várias as vozes que se insurgem contra programas extensos que cerceiam o ensino e que retiram margem de manobra aos professores. Paralelamente, a questão da autonomia das escolas parece ser assunto tabu em muitos contextos onde impera o “eduquês”
Não esqueçamos também a tentativa atabalhoada de fazer da igualdade uma característica indissociável da Educação, esquece-se contudo, que essa igualdade, quando imposta pelos governos, não passa de uma falácia, contribuindo mesmo para a desvalorização dos melhores alunos. A diversidade existirá sempre, não vale a pena escondê-la! Por conseguinte, é profícuo que, ao invés de se impor esses princípios de uma falsa igualdade, se valorize e premeie os bons alunos, e que se auxilie os alunos com mais dificuldades. A falácia da igualdade subjaz a todas as políticas do ministério da Educação.
Por último, não esqueçamos a atitude de permanente irascibilidade da actual ministra da Educação que em nada contribui para melhorias tão necessárias nesta área estrutural para o desenvolvimento do país. A ministra tem de entender que só existe viabilidade para a Educação quando (quase) todos trabalharem para o mesmo objectivo. A ministra acha que é através do despotismo que consegue impor as suas políticas, não podia estar mais errada – é esta mentalidade que arruína quaisquer esperanças num país com futuro.
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