
Para se aumentar, de forma significativa, a produtividade são necessárias mudanças a todos os níveis. É curioso que quando se fala de produtividade fica sempre aquela imagem indelével de trabalhadores indolentes e cuja incompetência compromete a viabilidade das empresas – nada mais errado! A questão da produtividade e da subsequente falta de competitividade prende-se com vários aspectos. E no sentido de encetar mudanças de fundo com vista a melhor a nossa produtividade/competitividade é crucial que se altere toda uma cultura que impregna negativamente as empresas:
1 – Ainda são aplicadas, nas empresas, técnicas de gestão obsoletas e inadequadas – é fundamental que essas técnicas sejam abandonadas
2 – Melhorar a deficiente formação de muitos empresários que se reflecte na gestão eficaz das empresas
3 – Melhorar a deficiente formação dos trabalhadores resultado também da miopia de muitos empresários que não apostam na formação dos seus recursos
4 – Percepção por parte dos trabalhadores que a formação é um processo contínuo e ininterrupto que os deve acompanhar ao longo da sua vida activa.
5 – Aposta no marketing é absolutamente determinante para o sucesso de um produto ou serviço
6 – Tornar a satisfação do cliente na prioridade da empresa – a competição é feroz e um cliente insatisfeito provavelmente não voltará a recorrer a uma empresa que não faz da satisfação das suas necessidades a sua grande prioridade
7 – Qualidade e inovação – duas palavras incessantemente referidas mas escassamente aplicadas. Mais uma vez, num contexto de forte competição, a qualidade e inovação são a melhor forma de uma empresa conseguir o seu espaço nos mercados internacionais
Estas são apenas algumas valências em que vale a pena apostar no sentido de um aumento da produtividade. Todavia, tudo será insuficiente caso não se aposte na modernização das empresas com o precioso auxílio dos meios informáticos disponíveis, aumentando a eficiência e reduzindo o tempo gasto com tarefas amiúde supérfluas. Importa, ainda, sublinhar que o sucesso das empresas é indissociável do grau de satisfação dos seus trabalhadores. Em Portugal confunde-se a superioridade hierárquica com o autoritarismo – um erro crasso que tem custos para as empresas e para o país. E finalmente, importa ainda referir que a modernização do aparelho do Estado é essencial para o aumento da competitividade do país.
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