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Falta de competitividade

Portugal padece de um problema de competitividade que degenera no maior empecilho ao desenvolvimento do país. O diagnóstico já foi incessantemente feito e divulgado, contudo, parece que a vontade do país em mudar alguns dos seus hábitos é manifestamente reduzida. Note-se que Portugal é um país cuja produtividade é das mais baixas da Europa a 27. Com efeito, parece que muitos políticos e empresários ainda não perceberam que o mundo mudou radicalmente que têm de acompanhar essas mudanças sob pena de estarem condenados ao insucesso.
Para se aumentar, de forma significativa, a produtividade são necessárias mudanças a todos os níveis. É curioso que quando se fala de produtividade fica sempre aquela imagem indelével de trabalhadores indolentes e cuja incompetência compromete a viabilidade das empresas – nada mais errado! A questão da produtividade e da subsequente falta de competitividade prende-se com vários aspectos. E no sentido de encetar mudanças de fundo com vista a melhor a nossa produtividade/competitividade é crucial que se altere toda uma cultura que impregna negativamente as empresas:

1 – Ainda são aplicadas, nas empresas, técnicas de gestão obsoletas e inadequadas – é fundamental que essas técnicas sejam abandonadas

2 – Melhorar a deficiente formação de muitos empresários que se reflecte na gestão eficaz das empresas

3 – Melhorar a deficiente formação dos trabalhadores resultado também da miopia de muitos empresários que não apostam na formação dos seus recursos

4 – Percepção por parte dos trabalhadores que a formação é um processo contínuo e ininterrupto que os deve acompanhar ao longo da sua vida activa.

5 – Aposta no marketing é absolutamente determinante para o sucesso de um produto ou serviço

6 – Tornar a satisfação do cliente na prioridade da empresa – a competição é feroz e um cliente insatisfeito provavelmente não voltará a recorrer a uma empresa que não faz da satisfação das suas necessidades a sua grande prioridade

7 – Qualidade e inovação – duas palavras incessantemente referidas mas escassamente aplicadas. Mais uma vez, num contexto de forte competição, a qualidade e inovação são a melhor forma de uma empresa conseguir o seu espaço nos mercados internacionais

Estas são apenas algumas valências em que vale a pena apostar no sentido de um aumento da produtividade. Todavia, tudo será insuficiente caso não se aposte na modernização das empresas com o precioso auxílio dos meios informáticos disponíveis, aumentando a eficiência e reduzindo o tempo gasto com tarefas amiúde supérfluas. Importa, ainda, sublinhar que o sucesso das empresas é indissociável do grau de satisfação dos seus trabalhadores. Em Portugal confunde-se a superioridade hierárquica com o autoritarismo – um erro crasso que tem custos para as empresas e para o país. E finalmente, importa ainda referir que a modernização do aparelho do Estado é essencial para o aumento da competitividade do país.

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