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Quando o país descobriu Isabel dos Santos

Exceptuando o Bloco de Esquerda, designadamente Francisco Louça, Jorge Costa e João Teixeira Lopes que escreveram o  Livro "Os donos angolanos de Portugal", e a eurodeputada socialista Ana Gomes, ninguém parecia saber que Isabel dos Santos e o regime que a sustentou roubaram descaradamente o povo angolano precisamente para alimentar os luxos e a perpetuação no poder desse mesmo regime.
Agora, depois de uma investigação levada a cabo por um consórcio de jornalistas, o país (comunicação social, empresários e alguns políticos) acordou para uma realidade que chegou a servir os seus próprios intentos: com parte de comunicação comprada com capitais angolanos, com empresários vendidos ao dinheiro sujo angolano e com políticos rendidos a uma promiscuidade asquerosa com esse dinheiro, invariavelmente à revelia dos mais elementares direitos humanos - todos fingiam dormir.
Os que ousaram falar a verdade eram rapidamente classificados de anti-capitalistas, "malucas" ou racistas, havendo quem tivesse a desfaçatez de jogar a carta colonialista para ferir de morte quem criticava o regime.
Existe mesmo uma classe política que, depois de defender acerrimamente o regime, agora ficará em silêncio, alimentando a esperança de que tudo lhes passe ao lado, sem causar danos de maior.

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