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A esperança que se desvaneceu

O Partido Livre e a candidata Joacine Katar Moreira pareciam estar a dar um contributo positivo para o pluralismo da democracia portuguesa. Pareciam. Ora, a realidade veio mostrar um lado profundamente obscuro daqueles que representam amiúde quem nunca se sentiu verdadeiramente representado.
Joacine, depois de muita gritaria que objectivamente não dignifica quem quer que seja, ficou de fora da direcção do partido e o mal-estar continua a ser estar à vista de todos.
Há indiscutivelmente uma componente messiânica na postura da única candidata eleita pelo Livre. Pelo caminho percebe-se que o cargo de deputado e a importância de representar sobretudo os tais que nunca se sentiram verdadeiramente representados é pouco importante para a deputada. Pelo caminho percebe-se que quer a deputada, quer até certo ponto o próprio partido, não compreendem o mal que causam à própria democracia. Afinal de contas, a eleição de Joacine representa esperança para quem habitualmente não a tem e o enriquecimento de uma democracia que se quer plural.
Em suma, Livre e Joacine Katar Moreira conseguiram, e paradoxalmente depois de conseguirem um mandato, fazer pior à democracia do que alguma vez se esperaria.

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