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Um regresso aos erros do passado

Por todo o lado e Portugal, infelizmente, não é excepção, regressamos aos erros do passado, sobretudo no que diz respeito a movimentos ou organizações de natureza fascista, com maior ou menor pudor. De resto, esses movimentos conseguiram, com acentuado grau de sucesso, colocar as suas marionetas em lugares de grande destaque e em países como os EUA ou o Brasil. E o continente europeu, palco das maiores atrocidades cometidas por movimentos fascistas, não escapa incólume, bem pelo contrário.
E em Portugal? O fascismo terá regressado? Ou nunca nos terá abandonado, passando apenas de um estado adormecido ou inactivo para activo. A vergonha desapareceu porque o discurso do ódio tem sido legitimado: o neoliberalismo fomenta, quando lhe convém, as ideologias mais nefastas; o caminho está livre porque os democratas abrem alas ou por inacção ou por deixarem-se ser vítimas do paradoxo da democracia de Karl Popper.
Há mais mulheres e homens bons, tenho isso como certo. Mas a minoria menos boa é muito mais diligente, está disposta a muito mais e a ir mais longe e sabem com quem podem contar e até onde podem ir. Têm estratégia. Enquanto os bons vão sempre subestimar os maus e insistirão, consciente ou inconsciente, em cair nos erros do passado.

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