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O excesso de confiança também se paga

António Costa não conseguiu ser bem sucedido em nenhum dos debates em que participou, não pelas razões mais óbvias e que se prendem com as parcas capacidades oratórias e dialécticas do primeiro-ministro, mas com o excesso de confiança e soberba que tem vindo a manifestar ao longo dos últimos meses, sobretudo no que diz respeito aos partidos que viabilizaram a solução governativa.
A arrogância do primeiro-ministro, coadjuvado pelos apaniguados do costume, dos quais se destaca Carlos César, paga-se nas urnas. Ganha Rui Rio que consegue, por comparação nos debates, sair-se melhor do que o seu principal adversário, e ganha quem está à esquerda do PS.
António Costa pode até nem ter pedido maioria absoluta, mas perdeu-a quando quis ser mais do que os outros e sobretudo quando quis colocar quem o viabilizou a sua governação num patamar bem mais abaixo. A factura, a real, está à sua espera nas urnas. Provavelmente uma factura bem mais pesada do que muitos julgariam possível.

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