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Só uma reedição do bloco central poderá salvar Rui Rio

O PSD está a passar por uma crise e o futuro próximo não augura nada de bom, com perspectivas de votação na casa dos 25 por cento. De resto, os resultados eleitorais saídos das eleições europeias já denotam que a crise é mais profundado que se esperaria.
As razões subjacentes a este difícil período prendem-se sobretudo com as divisões internas entre aqueles saudosistas de Passos Coelho e com impetuosidade mais próxima da direita e aqueles saudosistas do PSD do antigamente mais próximo da social-democracia. Creio, ainda assim sem forma de encontrar uma fundamentação sólida, que os saudosistas de Passos Coelho e daquele seu neoliberalismo de pacotilha e de bater punho, representam a maioria e o futuro do partido.
Perante este cenário e perante uma bancada parlamentar e parte do partido em posição de hostilidade, resta muito pouco a Rui Rio para sobreviver no pós-período eleitoral. Em rigor, resta apenas a esperança na reedição de um bloco central que acalmaria os nervos de muitos sociais-democratas. Como sabemos a melhor forma de acalmar esses nervos é distribuindo lugares - a cura para todos os males.
No entanto, e para esse cenário se concretizar, seria necessário que António Costa estivesse nessa disposição. Sabemos que o PS de Carlos César estaria disposto, ainda tenho dúvidas no que diz respeito ao PS de António Costa.

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