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A segunda candidatura

A notícia é - não há outra forma de o dizer - péssima: Donald Trump anunciou que irá candidatar-se a um segundo mandato. Perante um público apoteótico na Flórida, Trump anunciou que estará empenhado em continuar a fazer a América grande (novamente).
E claro que depois da primeira vitória, a todos os títulos inesperada, ninguém arrisca prognósticos.
Uma segunda candidatura, apesar de expectável, é ainda assim a pior das notícias pela razão mais singela de todas: Trump é, sem margem para dúvidas, o pior Presidente das última décadas e ainda assim mantém um conjunto de votantes que se mantém fiel, o que diz muito sobre parte dos americanos, sobretudo no que diz respeito a temas como o racismo, a misóginia, o conservadorismo - palavra bonita para dizer fervor religioso e intolerância.
Trump é um produto da América e é fundamentalmente um produto do partido republicano que, não satisfeito com o neoliberalismo reinante, deixou entrar nas suas hostes os mais fervorosos defensores de "valores" tão pouco consonantes com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Trump representa, pois, o pior de dois mundos a que acresce as piores idiossincrasias que possamos imaginar. A segunda candidatura é uma péssima notícia e a indiferença que a mesma provocou não é particularmente melhor.  

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