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Direita e comunicação social: um desespero partilhado

Se falamos de desespero e vazio de ideias nos partidos de direita, o que dizer da comunicação social, boa parte dela com a agenda da direita? A procura desenfreada por relações familiares e políticas entre os membros do PS é paradigmático desse desespero e desse vazio partilhados, ao ponto de se publicarem mentiras, sem o menor pudor.
O Jornal I chegou a afirmar/informar, na capa, que Fernando Medina havia nomeado a sua mulher como adjunta quando era secretário de Estado, o que nem sequer é verdade - uma mentira facilmente desmontável pela documentação existente. Mais preocupante do que as famigeradas fake news, são as notícias veiculadas por jornalistas. Um exercício que enfraquece a própria comunicação social que não se distingue das redes sociais e afins. É este o desespero da comunicação social com uma agenda política de direita.
De resto, o mesmo jornal dá conta que o filho de António Costa decidiu participar na campanha eleitoral para as Europeias, em regime de voluntariado, à semelhança de outros militantes. O desespero é tanto que se espera que uma acção de natureza tão inócua possa fazer estragos no primeiro-ministro e no PS.
É verdade que o nepotismo está longe de ser estranho ao Partido Socialista e que existem exemplos escabrosos (Carlos César), mas fazer disso crime de lesa-pátria e cair em todas as espécies de exageros não passa de mais uma manifestação de desespero por parte daqueles que estão tão longe do poder que sentem saudades até do seu cheiro.

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