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Trump e Kim: o anticlímax

Donald Trump e Kim Jong-un namoraram de forma particularmente intensa antes da cimeira onde se pretendia alcançar um acordo de desnuclearização, Trump abandonou o Vietname - país anfitrião da cimeira - e Kim Jong-un ficará no país para uma visita oficial de dois dias.
A reacções a este verdadeiro anti-clímax não se fizeram esperar: a China, eterno aliado do inefável regime norte-coreano, mostrou compreensão, sublinhando a impossibilidade de se atingir um acordo sobre assuntos tão delicados "de um dia para o outro". Já a Coreia do Sul que vive sob a ameaça de conflitos com o vizinho norte-coreano, manifestou a sua "perplexidade", como "o resto do mundo".
Eu, humildemente, avanço uma terceira interpretação: trata-se de dois idiotas, coadjuvados por mais idiotas e dessa idiotia não se pode esperar o que quer que seja de relevante. A diferença entre os idiotas é apenas uma: um idiota não foi escolhido enquanto o outro foi, democraticamente. 
Em suma, não se podia esperar mais destes idiotas que nem sequer sabem fazer o trabalho de bastidores que antecede invariavelmente o show-off das cimeiras.

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