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E depois da Síria, ainda cheira a guerra fria

E depois da Síria, ainda cheira a guerra fria agora com a Venezuela entalada entre os EUA e a Rússia. Sendo certo que Maduro, que acabou ferido de morte também depois de perder apoios sobretudo entre países vizinhos, conta ainda com o apoio de países como a China, a Turquia e o México, parece ser a Rússia a tomar uma posição mais visível.
Do outro lado, os EUA, com Trump a declarar o seu apoio a Guiadó (quase) ainda antes do mesmo avançar para a auto-proclamação de Presidente. E será também esse apoio americano, na pessoa de Trump, a inviabilizar a mudança de posição das próprias forças armadas venezuelanas. De resto, não se está a ver os militares venezuelanos, com o peso de todo a personalidade de Símon Bolívar sobre as instituições militares, a abandonar Maduro para abraçar Guiadó e Trump.
Depois do banho de sangue na Síria, o mundo voltou a sentir o cheiro a guerra fria, desta feita com clara vantagem para a Rússia - factor que fortaleceu consideravelmente a posição do próprio Putin. Agora teme-se que algo parecido possa acontecer na Venezuela, designadamente um novo banho de sangue em mais um exemplo desta triste reedição da guerra fria, mas desta feita com o pior Presidente americano de que há memória.

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