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Venezuela: sim, mas...

Juan Guaidó, que assumiu há escassas semanas a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela, declarou-se Presidente interino, exactamente um dia após o constrangedor apelo do vice-Presidente americano Mike Pence para que os venezuelanos se insurgissem contra o regime de Maduro. As manifestações pró e contra o ainda Presidente Maduro enchem as ruas.

Alguns países já reconheceram o auto-proclamado Presidente Juan Guaidó, entre eles EUA e Brasil.
De resto, Maduro mais não é do que um déspota protegido pelas forças armadas. A sua queda será sempre tarde demais para muitos venezuelanos.
Sim, o ministro dos Negócios Estrangeiros português tem razão quando afirma que o tempo de Maduro já passou, mas a instigação, sobretudo americana, de olhos postos no petróleo venezuelano, lembra-nos que a política externa dos EUA não mudou assim tanto e que, a bem ou a mal, a América do Sul continua a ser o quintal americano, com a diferença de que hoje esse facto é assumidamente reconhecido e até declarado com a maior desfaçatez como o comunicado de Pence e as intervenções de Trump bem demonstram. 

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