terça-feira, 17 de julho de 2018

Quando não é possível acordar de um pesadelo

Quando não é possível acordar de um pesadelo resta-nos a angústia que nos perpassa de uma ponta à outra. Será provavelmente isto que muitos sentiram quando ouviram Trump admitir a hipótese de se recandidatar. A mera ideia e a simples possibilidade é avassaladora.
Esta possibilidade de se recandidatar vem mais ou menos na mesma altura em que Trump afirma que a UE, a par da China, é um dos maiores inimigos  económicos dos EUA.
Por muito que a arte da retórica nos tenha, eventualmente, abençoado, torna-se particularmente difícil escrever sobre a reedição deste inferno que temos vivido. Os EUA, sob a égide de Donald Trump, são hoje menos potência do que aquele néscio julga. E apesar desse retrocesso não seria de admirar que Trump voltasse a vencer as eleições, premiando-se a boçalidade mais abjecta.
Mais cinco anos de intransigência, da tal boçalidade, do obscurantismo, de preconceitos e de um retrocesso indiscutível não será, obviamente, benéfico para ninguém, mas servirá  de material para os nossos piores pesadelos, pegando numa ideia também ela tão americana.


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