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PSD e o símbolo da revolta

Ou melhor, a ausência das setas a ladearem o PSD é que instou a revolta, tudo a propósito da remodelação do site do partido em que a sigla dispensa as famigeradas setas.
O que é que esta polémica diz do PSD? Em primeiro lugar que tudo serve para atacar a actual liderança de Rui Rio e, em segundo que o vazio ocupado apenas parcialmente pela mediocridade de que Passos Coelho foi fervoroso precursor, é ainda maior do que se pensava e alimenta-se das mais gritantes vacuidades. Simplesmente não há capacidade para mais. Não há. De resto, as medidas agora propostas para combater o problema demográfico do país são disso paradigma: propõe-se atirar dinheiro para cima dos problemas e com isso esperar que estes se resolvam.
A propósito da perda das ditas três setas, a militante Virgínia Estorninho, em declarações ao Observador, indignada, afirma: "Tiraram-nos as setas e enfiaram-nos num quadrado". A frase, para além de promissora do ponto de vista humorístico, revela ainda que Virgínia não sabe ou não estará disposta a admitir que o problema do partido não se prende com as setas ou com figuras geométricas, mas com a mais inexorável ausência de substância. A militante não fica por aqui e ameaça a organização de protestos.
Ora, quando são sites a provocar a revolta e a tirar-nos o sono, o que é que exactamente isso diz da nossa vida? E mais: o que é que isso diz de um partido político?

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