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Mais um sinal dos EUA

É oficial: os EUA abandonaram o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas. O anúncio foi feito por Mike Pompeo, secretário de Estado, e por Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU. O motivo? Haley já tinha acusado o Conselho de ter adoptado uma postura anti-israel e recentemente acrescentou que o organismo é "hipócrita".
Nesse sentido, os EUA têm vindo a reclamar por uma reforma profunda no Conselho dos Direitos Humanos, sem sucesso. Agora o anúncio foi feito, um pouco na senda de outros que resultaram no fim de vários acordos entre os EUA e outros países ou organismos internacionais.
Tudo se torna particularmente inquietante quando o contexto é aquele caracterizado pela política de tolerância zero de Trump no que toca à imigração e que tem culminado com crianças separadas dos pais que foram detidos. Imagens e gravações de crianças a chorar em armazéns torna tudo ainda pior, mesmo que aparentemente o Presidente tenha manifestado a intenção de pôr alguma água na fervura.
É verdade que os EUA nem sempre pautaram a sua política externa pelo respeito pelos Direitos Humanos, assim como é também verdade que este organismo - o dito Conselho dos Direitos Humanos da ONU - nunca entusiasmou as várias administrações americanas desde a sua criação em 2006. Mas Trump consegue ir muito mais longe no desrespeito mais flagrante e abjecto dos Direitos Humanos.

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