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Adios Rajoy

Pela boca morre o peixe, no caso de Mariano Rajoy, chefe do Governo espanhol até há escassos dias, pela soberba morreu Rajoy. Pedro Sáchez, líder do PSOE, é agora o novo chefe do Governo espanhol.
Depois de uma vasto conjunto de atitudes que nós portugueses também conseguimos identificar em alguns líderes nacionais, designadamente arrogância, mentiras e uma estranha ilusão assente na premissa de quem ganha eleições é que governa, Rajoy disse adeus. Em bom rigor, não disse "adeus" porque praticamente nem assistiu à discussão que culminou com o seu afastamento, em mais um acto de soberba - um comportamento que parece fazer escola entre os mais medíocres.
De resto, é possível encontrarmos paralelismos entre Rajoy e o saudoso, para boa parte do PSD, Pedro Passos Coelho. Desmintam-me se não é possível encontrar semelhanças pelo menos no que toca à já referida soberba? E o que dizer da arrogância? E da tal estranha ideia de que em democracia parlamentar basta ganhar eleições para governar, palavras repetidas até à náusea, num claro desrespeito pelo próprio parlamento.
E, finalmente, o desfecho é também semelhante - é pela porta pequena que Passos Coelho saiu, incapaz de estabelecer consensos com partidos que não o CDS, afundado na sua própria arrogância, e é também pela porta pequena que Mariano Rajoy saiu, entalado pela sua arrogância e por uma vergonhosa miríade de mentiras. E ainda dizem que não há justiça neste mundo.

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