Avançar para o conteúdo principal

O que dizem do Presidente


James Comey, ex-director do FBI escreveu um livro em que comparou Donald Trump, Presidente dos EUA, a um chefe da máfia “desligado da realidade”.
Sendo certo que Comey foi afastado precisamente por Donald Trump e que por isso poderia muito bem estar apenas a vingar-se do Presidente, não deixa também de ser verdade que Comey é apenas mais um a juntar-se a uma longa lista de personalidades que conheceram ou que até trabalharam com Trump a fazer considerações de semelhante natureza.
Voltando ao antigo director do FBI, no livro “A Higher Loyaty – Truth, Lie and Leadership”, descreve o Presidente como um “incêndio florestal”, o “chefe no controlo total, os juramentos de lealdade”. A mundi-visão de nós-contra-eles”; “...a mentira sobre todas as coisas, grandes e pequenas, ao serviço de um qualquer código de lealdade que coloca a organização acima da moralidade e da verdade”. Comey vai ainda mais longe afirmando que “o país está a pagar um preço alto. Este Presidente é anti-ético e está desligado da realidade e dos valores institucionais. A sua liderança é transacional e egocêntrica e sobre lealdade pessoal”.
As considerações de Comey integram assim uma longa lista de outras feitas por quem conheceu Trump de perto, desde logo porque trabalhou com o Presidente – importa não esquecer.
Assim como se torna imperativo sublinhar o facto de ser este Presidente a liderar uma coligação anti-Assad, preparado para a atacar a Síria e para exasperar a Rússia que conta com o apoio de Irão e da China (já a travar uma guerra económica com o EUA). Importa igualmente sublinhar que as lideranças europeias comportam-se de forma canina seguindo Trump e a indústria do armamento – aquela que nunca abandona verdadeiramente o Presidente americano.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

PSD: Ainda agora começou e parece que já está a acabar

Dois dias depois da realização do congresso do PSD as vozes da discórdia fazem-se ouvir, designadamente Luís Marques Mendes e José Miguel Júdice. E se o congresso foi particularmente negativo para o recém-eleito Rui Rio, o dia seguinte não está a ser melhor. Rio eleito para uma liderança de transição, mesmo que obviamente não admitida, não terá qualquer estado de graça, até porque há uma parte do partido que se sente excluído, sobretudo agora que já choraram o desaparecimento do pai Passos Coelho e que estão preparados para virar a página.  Por outro lado, Rio fez as piores escolhas possíveis, designadamente a vice-presidente, facto que terá provocado reacções negativas não só por parte dos apaniguados de Passos Coelho, mas de quase todo o partido. E as explicações estão longe de ser convincentes. As democracias vivem de pluralidade, sobretudo no que diz respeito às escolhas políticas. A fragilidade do PSD não é uma boa notícia, mas não deixa de ser uma consequência dir...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

A morte lenta de democracia

As democracias vão morrendo lentamente. Exemplos não faltam, desde os EUA, passando pelo Brasil. No caso americano cidades como Portland têm as ruas tomadas por forças militares, disfarçadas de polícia, que agem claramente à margem do Estado de Direito, uma espécie de braço armado do Presidente Trump. Agressões, sequestros, prisões sem respeito pelos mínimos que um Estado de Direito exige, são práticas reiteradas e que ameaçam estender-se a outras cidades americanas. Estas forças militares são mais um sinal de enfraquecimento da democracia americana. Recorde-se que o ainda Presidente ameaça constantemente não aceitar os resultados que saírem das próximas eleições, isto claro se perder.  No Brasil a história consegue ser ainda pior e mais boçal. A família Bolsonaro e as milícias fazem manchetes de jornais.  Em Portugal um partido como o "Chega" é apoiado por proeminentes empresários portugueses, como a revista Visão expõe na sua edição desta última sexta-feira. A democr...