segunda-feira, 12 de março de 2018

Mas o PS alguma vez manifestou intenção de se coligar com o CDS?


O fim-de-semana poderia ter sido marcado pelo congresso do CDS-PP se alguém estivesse verdadeiramente a prestar atenção, excepção feita a alguns saudosistas de uma democracia-cristã que já não existe e de outros, também em número insignificante, saudosistas de outros tempos, e com esperança que o CDS possa vir a ser mais do que é.
Porém e para os poucos que prestaram alguma atenção, destaca-se um número inusitado de intervenções com garantias de que o CDS não se entenderá com o PS, impondo-se a seguinte questão: será que o PS alguma vez manifestou intenção de se coligar com o CDS? A resposta é obviamente negativa.
Na verdade, o CDS preferiu fazer do PS elemento central nos seus discursos para não tocar na alteração na liderança do PSD, o que poderá inviabilizar a tábua de salvação do CDS: coligação com o PSD. Rui Rio não é Passos Coelho e o PSD que preconiza parece conter esse afastamento do CDS, pese embora existam vozes no seu partido que pugnam por essa aproximação.
Resta assim um CDS que não se cala com o PS e com os "perigos das esquerdas unidas", sem saber muito bem como lidar com um Rui Rio que dá sinais de preferir entendimentos com o PS do que com o CDS. Vai fingindo que não precisa de ninguém, até porque poderá “roubar” votos ao PSD. Talvez outra ilusão,
No cômputo geral, o CDS procura, a todo custo, sobreviver, consolidando a ilusão de que se trata de um partido bem mais relevante do que aquilo que as sondagens e os resultados têm mostrado. E estes congressos servem precisamente para perpetuar essa ilusão.



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