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Um líder de transição

O futuro não augura nada de bom para Rui Rio e, para tornar tudo pior, Rio fez as piores escolhas possíveis, como é o caso de Elina Fraga - figura contestada por muitos, odiada pelos órfãos de Passos Coelho e até alvo de investigação por parte da justiça.
Por outro lado, Luís Montenegro não foi a eleições, mas estará na linha da frente de sucessão. Até lá dedicar-se-á à família e à profissão. Montenegro não quis ser líder do partido num contexto particularmente difícil, designadamente com o sucesso da esquerda e com o consequente esvaziamento do discurso neoliberal do seu partido. Era necessário um líder de transição e Montenegro não estava disposto a desempenhar esse papel. Depois, se esta solução governativa se esgotar, voltará a estar disponível a candidatar-se, pelo país e pelo partido. claro está.
O congresso do fim-de-semana passado foi paradigmático da desunião que se vive no partido, fruto do facto de estarem longe do poder e sem perspectivas de o recuperar. Paralelamente, Rui Rio não agrada a uma parte substancial do partido, os mesmos que choram o desaparecimento do pai Passos Coelho e que depositaram as suas esperanças em Pedro Santana Lopes. Rio nunca terá a vida facilitada no partido, muito menos com figuras polémicas do seu lado.
O partido necessitava de um líder de transição. Rio Rui, de forma deliberada ou nem tanto, presta-se a tal figura.

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