quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Trump anuncia novo desastre

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é um desastre anunciado - um desastre que já teve lugar no passado. Também é verdade que seria difícil esperar diferente ou melhor de Donald Trump que anunciou que a embaixada americana sairá de Telavive e passará para Jerusalém, o que equivale ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel; o que equivale a uma declaração de guerra; o que equivale a deitar por terra a solução dos dois Estados; o que equivale a liquidar qualquer perspectiva de paz na região. E assim se consolida a base de apoio que vê em Trump não um traidor que se deita com a Rússia, mas alguém que cumpre as suas promessas, enquanto agrada à linha dura do partido Republicano, alinhados também eles com o sionismo.
Recorde-se que  Jerusalém é uma cidade dividida, representando um pomo de discórdia que, apesar de tudo, não tem passado disso mesmo - uma ferida não sarada, mas que não estava propriamente a sangrar e passará a estar, de forma abundante. Outros Presidentes republicanos chegaram a prometer o reconhecimento de Jerusalém como capital israelita, mas na verdade nenhum foi mais longe por perceber que isso representaria afrontar ainda mais o mundo árabe. É o unilateralismo americano a fazer o seu caminho.
De resto, Trump está-se nas tintas para o enfurecimento do mundo árabe ou para o aumento da instabilidade no Médio Oriente, preferindo seguir os seus instintos primários, agradando em simultâneo à linha dura do Partido Republicano.
A política externa americana para o Médio Oriente e para mundo árabe em geral tem sido desastrosa: Reagan, Bush pai e Bush filho deram contributos decisivos para o aumento exponencial da instabilidade sobretudo no Médio Oriente. Trump, no habitual misto de intransigência doentia e ignorância gritante, continua cometer erros crassos cuja reversibilidade é ínfima e que terão consequências ainda mais gravosas num contexto já por si particularmente difícil.


1 comentário:

osátiro disse...

Boa noite.
Mas é desastre porquê?
É possível haver atrocidades mais horríveis do que as praticadas pelo Estado Islâmico? como se pode ver aqui:http://mentesdespertas.blogspot.pt/2017/11/estado-islamico-pior-que-nazis.html
Quase todo o mundo alinhou na paranoia de insultar e caluniar Trump.
Serviu de incentivo para os carniceiros islâmicos copiar o Hitler e querer acabar com os judeus...como é repetido ÓFICIALMENTE pelos assassinos Ayatollahs do Irão, e como é ordem desse livro selvagem AL QURAN.
Toda esta histeria anti trump tb demonstra o carácter selvagem de quem grita: que se saiba, não se indignaram tanto nem nada parecido com as crueldades do estado islâmico...ou com o tráfico racista de escravos na libia..por muçulmanos, claro.
TRUMP demonstrou ter CORAGEM....exatamente o que faltou a Clinton, w.bush e ao criminoso de guerra obama (financiador do estado islâmico) e aos governantes europeus.
O que é significativo é ver tanta gente a defender uma cultura que MATA MULHERES Á PEDRADA, ENFORCA GAYS, CASA MENINAS DE OITO AANOS, POLIGÂMICA, BURKAS, etc..etc..

masoquismo? défice grave de inteligência? selvajaria mental?.....enfim