segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mário Centeno

Hoje ficaremos a saber se Mário Centeno será mesmo o Presidente do Eurogrupo ou não. Se for o escolhido, levantar-se-ão novas problemáticas, designadamente do ponto de vista do ministério das Finanças, isto apesar de Centeno e do próprio António Costa terem sossegado as almas mais inquietas, garantindo que se pode desempenhar ambas com rigor e eficácia.
Mário Centeno tem sido um bom ministro das Finanças – frase que causa estranheza, raras terão sido as vezes em que podemos efectivamente aplicar aquelas palavras a um ministro das Finanças. O ministro escolhido por Costa para estar à frente das Finanças tem sido tecnicamente irrepreensível – ao ponto de ser reconhecido pelos seus pares europeus – e tem apresentado resultados francamente positivos. Mas para além das suas competências técnicas, Mário Centeno mostra-se humano, o que também é raro entre ministros das Finanças, e para quem não tem memória lembrar apenas que antes de Centeno tivemos um autómato e a incompetência em pessoa disfarçada por um arrogância desmedida.
Creio que Centeno será de facto o ministro escolhido para liderar o Eurogrupo, mas tenho dúvidas quanto à possibilidade do ministro acumular com eficácia as funções. Dir-me-ão que se os seus antecessores conseguiram por que razão Mário Centeno não conseguirá? A ver vamos. Por outro lado, num registo mais positivo, o Sul da Europa terá uma maior representação nos principais órgãos europeus, o que não quer dizer que isso só por si seja factor de maior equilíbrio como se vê pela actuação de Mário Draghi no BCE. Mas a probabilidade de se caminhar no sentido desse equilíbrio será maior.

Quanto a louros, o PSD terá o seu, tal como não devemos descurar o seu papel no facto do Sol brilhar, a terra girar, e aquele passarinho, junto à nossa janela, cantar.

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