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CTT: A memória é curta

Bloco de Esquerda e PCP pediram esclarecimentos ao Governo sobre os despedimentos e encerramento de lojas dos CTT. Paralelamente também são prometidos cortes nos salários da administração, embora ainda pague dividendos este ano. É evidente que toda a discussão sobre o futuro dos CTT e dos seus trabalhadores é indissociável de um processo de privatização de descaracterizou e enfraqueceu uma empresa histórica e relevante para o país. Uma empresa que, curiosamente, dava lucro.

A privatização feita pelo Governo de Passos Coelho resultou na degradação dos serviços e na falta de cumprimento do serviço público que os CTT têm que prestar e no despedimento de trabalhadores. A privatização preconizada por Passos Coelho, líder em fim de vida do PSD, não trouxe quaisquer benefícios aos país e deveria ser Passos Coelho a prestar esclarecimentos sobre como privatizou uma empresa lucrativa que serve de elo de proximidade e que presta um serviço muito relevante ao país. Deveria ser Passos Coelho, que não se coíbe de atribuir todos os males a este Governo e que se vangloria de ter tido feito um bom trabalho cujos resultados estão a ser colhidos pelo Executivo de António Costa, a dar explicações sobre o que o levou a privatizar os CTT e, já agora, se está satisfeito com os resultados.

A memória é curta, bem sabemos, muitos já terão esquecido as privatizações executadas por PSD/CDS que só não atingiu a Caixa Geral de Depósitos por falta de oportunidade.
Ora aí está o resultado; um resultado que se repete: todos ficam a perder, excepto uns poucos que engordaram com o negócio. Agradeça-se ao PSD/CDS e não se permita que a memória seja sempre tão curta.

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