Avançar para o conteúdo principal

Nova Intifada?

Vive-se nova tensão em Jerusalém - cidade sagrada para três religiões diferentes. Um ataque perpetrado por três árabes de origem israelita terá sido o pretexto para que as autoridades israelitas tenham colocado restrições à entrada de muçulmanos na Esplanada das Mesquitas, local sagrado para muçulmanos.
As restrições, designadamente através de detectores de metais, são vistas como tentativas das autoridades israelitas de usurpação de soberania, numa zona tradicional e particularmente delicada.
O resultado passa agora por confrontos entre forças israelitas e muçulmanos que já leva 6 mortos e a ameaça de uma nova Intifada, ou seja um novo levantamento dos Palestinianos contra Israel. Em consequência, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, anunciou o corte de relações com Israel.
Escusado será dizer que esta é uma das regiões mais voláteis do mundo, eternamente instável, com grupos como o Hamas a não reconhecer Israel e os israelitas, por sua vez, a inviabilizarem a criação de um Estado Palestiniano.
Num contexto de acentuada instabilidade, com regiões como a Faixa de Gaza incapazes de oferecer aos seus habitantes o mínimo de subsistência, com Jerusalém a ser disputada e também com o lado mais forte a exercer a sua força, torna-se difícil esperar um desfecho que não passe pelo escalar da violência.

Entretanto continuaremos a clamar pela paz, apelando ao bom senso e sentido de humanidade de ambas as partes, mas ignorando um dos maiores problemas da região que inviabiliza a paz. Com efeito é difícil falar-se em paz quando a pobreza, o desemprego e a miséria atingem de forma tão atroz um dos lados do conflito e com o perpétuo adiamento da criação de um Estado.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Fim do sigilo bancário

Tudo indica que o sigilo bancário vai ter um fim. O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda chegaram a um entendimento sobre a matéria em causa - o Bloco de Esquerda faz a proposta e o PS dá a sua aprovação para o levantamento do sigilo bancário. A iniciativa é louvável e coaduna-se com aquilo que o Bloco de Esquerda tem vindo a propor com o objectivo de se agilizar os mecanismos para um combate eficaz ao crime económico e ao crime de evasão fiscal. Este entendimento entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista também serve na perfeição os intentos do partido do Governo. Assim, o PS mostra a sua determinação no combate à corrupção e ao crime económico e, por outro lado, aproxima-se novamente do Bloco de Esquerda. Com efeito, a medida, apesar de ser tardia, é amplamente aplaudida e é vista como um passo certo no combate à corrupção, em particular quando a actualidade é fortemente marcada por suspeições e por casos de corrupção. De igual forma, as perspectivas do PS conseguir uma ma...

Mais uma indecência a somar-se a tantas outras

 O New York Times revelou (parte) o que Donald Trump havia escondido: o seu registo fiscal. E as revelações apenas surpreendem pelas quantias irrisórias de impostos que Trump pagou e os anos, longos anos, em que não pagou um dólar que fosse. Recorde-se que todos os presidentes americanos haviam revelado as suas declarações, apenas Trump tudo fizera para as manter sem segredo. Agora percebe-se porquê. Em 2016, ano da sua eleição, o ainda Presidente americano pagou 750 dólares em impostos, depois de declarar um manancial de prejuízos, estratégia adoptada nos tais dez anos, em quinze, em que nem sequer pagou impostos.  Ora, o homem que sempre se vangloriou do seu sucesso como empresário das duas, uma: ou não teve qualquer espécie de sucesso, apesar do estilo de vida luxuoso; ou simplesmente esta foi mais uma mentira indecente, ou um conjunto de mentiras indecentes. Seja como for, cai mais uma mancha na presidência de Donald Trump que, mesmo somando indecências atrás de indecência...