sexta-feira, 30 de junho de 2017

Não tenho discurso, mas não desisto

Não tenho ideias, o actual Governo juntamente com o resto da esquerda e, pior do que tudo, a própria realidade desmentem-me a toda a hora. O Diabo, que eu até podia muito bem venerar, não parece muito interessado em dar uma ajudinha. Talvez ande distraído ou coisa que o valha.
E um dia a calamidade bateu-nos à porta. Sei bem que diz o bom senso que a situação, até pela sua gravidade, merece calma e seriedade - características, também sei, próprias dos grandes líderes. Mas eu não resisto e não posso esperar. Desta forma atiro com suicídios - que logo por azar não aconteceram - e faço a defesa do eucalipto, mostrando também desta forma como o Partido Socialista se encontra refém do Partido Ecologista os Verdes. 
A primeira ideia - a dos suicídios - não terá sido a melhor das ideias, mas a culpa não foi minha. Passaram-me essa informação e eu acreditei. Caramba também não sou assim tão cínico que não acredite na palavra das pessoas! Mas ainda assim dou comigo a pensar: não terá havido mesmo suicídios? Não vou insistir. 
A ideia dos eucaliptos, ou melhor a defesa dos mesmos contra o ataque despropositado da esquerda já me parece melhor ideia. Deste modo mato dois coelhos com uma só cajadada: defendo os interesses do capital de quem eu tanto preciso e que ideologicamente são a minha razão de ser,  e ataco o Partido Socialista por estar demasiado colado aos ecologistas dos Verdes. Ecologistas ou comunistas? Não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, pois não? Nunca cheguei a perceber bem aquilo.
É verdade e a  estas páginas confesso: já não tenho discurso, não tenho ideias, nem sei como fazer face a esta solução política que incrivelmente funciona. De que adianta agora vir falar em austeridade em doses de cavalo quando o Costinha vende a imagem de um país sem essas doses de cavalo e onde ainda assim brilha o sol e toda a gente sorri.
E depois ninguém me ajuda. Agora até os barrosistas me viraram as costas. Exceptuando uma certa juventude ávida por entrar na política, pouco me resta. Todos me consideram cinzento e apagado. Coisa que não é verdade, ai se me ouvissem cantar. É isso! Tenho de cantar a cantiga certa aos portugueses, podem ser que resulte. Agora não tenho tempo para mais, que já me chamam para jantar. Abraços e até breve.

P.S. Estas linhas não são dirigidas a ninguém em particular, são um mero desabafo. E não estão assinadas porque se há uma coisa que a vida me ensinou é que assinaturas comprometem-nos e agora não me apetece. Estou cansado, muito cansado.

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