quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quando aqueles que se arrogam diferentes são os mais iguais

Donald Trump fez campanha e ganhou eleições apregoando ser diametralmente oposto aos demais políticos enredados num sistema que ele tão veementemente contestava. No entanto, Trump, seu séquito e família mostram a cada dia que passa que afinal conseguem manifestar um desprezo ainda maior por princípios básicos de ética. O que não deixa de ser irónico, o que não deixa, esperemos, esquecer os perigos do populismo.
Desde nomear familiares para desempenhar cargos vitais na sua Administração, passando pelas somas obscenas gastas em escassos meses, passando ainda por histórias mal contadas envolvendo invariavelmente russos, e agindo como um déspota sem um pingo de educação, Trump consegue o pior possível e imaginável.
O populismo tantas vezes associado a uma espécie de messianismo de homens que se dizem melhores do que os demais, políticos que cospem na política e se orgulham disso mesmo, só pode dar maus resultados.

A ver vamos se o que Mike Flynn diz ter para dizer não poderá comprometer ainda mais esta Administração. Recorde-se que Flynn foi uma baixa da Administração Trump por alegadamente estar demasiado comprometido com os russos, à revelia, alegadamente, da própria Administração. Ora, Flynn diz-se disposto a contar tudo, em troca de imunidade. A ver vamos se aqueles que se arrogam melhores, não são efectivamente os primeiros a cair e de forma estrondosa. Assim se espera. As democracias vão resistindo aos Trumps deste mundo, mas até quando?

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