sexta-feira, 21 de abril de 2017

Em nome da revolução

Em nome da revolução (bolivariana) valerá a pena sacrificar um povo, o seu povo? Vale. Sob o regime autoritário/chavista de Maduro vale e assim vai a Venezuela com o povo - em nome de quem foi feita a revolução  - privado dos bens mais essenciais, em fuga, reprimido ou até morto em manifestações. 
19 de Abril marcou o 207º aniversário da revolução de 1810 que deu à Venezuela a sua independência, data também marcada por protestos, pela repressão da Guarda Nacional Bolivariana e pela morte de dois civis e de um militar.
Recorde-se que há escassas semanas atrás o Supremo Tribunal assumiu as funções de um Parlamento eleito democraticamente e, embora a medida tenha sido revertida, as palavras que ecoam na cabeça de muitos venezuelanos não se dissiparam e a sensação da golpe de Estado permanece presente. Por outro lado, importa lembrar que ainda durante esta semana Nicólas Maduro anunciou a sua intenção de aumentar em 500 mil os membros da milícia bolivariana, armando todos eles. E a entrega de armas a civis não é exactamente um prelúdio de uma guerra civil? Mulheres e homens armados que Maduro almeja que atinjam um milhão não é exactamente o princípio de uma guerra civil?
Em nome da revolução de seu nome bolivariana o regime mostra a sua face cada vez mais autoritária, com repressão, prisões à revelia do Estado de Direito, mortes em protestos e um povo que sofre a escassez na pele. Em nome da revolução a Venezuela aproxima-se de uma guerra civil.    



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