sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Steve Bannon e a guerra

Muitos ressalvam o papel central de Steve Bannon na nova Administração americana, alguns vão mais longe e consideram que esta figura sinistra será mesmo o cérebro da Administração. Sim, trata-se da mesma pessoa que tem um site de extrema-direita, manda calar jornalistas e falou, convictamente, na inevitabilidade da guerra, com a China e no Médio Oriente. Sim, trata-se da mesma pessoa que afirmou querer "destruir o Estado", à semelhança de Lenine - "Bring everything crashing down , and destroy all of today's establishment". E alguém obcecado com a guerra.
Recorde-se que, no caso da China, estão em causa estão 4 km de terra artificial localizada no mar da China, zona que é disputada pelo própria China, Taiwan, Filipinas e Vietname. A China considera a zona parte do seu território e que se trata de um conjunto de ilhas cuja utilização é meramente civil, contrariamente a informações do pentágono que indicam que as ilhas têm uma finalidade militar.
.A guerra. Tal como no fascismo a guerra era a derradeira fase. Foi assim no fascismo italiano e alemão. A guerra e a morte.
Steve Bannon já se pronunciou sobre a inevitabilidade da guerra, elegendo dois dos principais inimigos dos EUA: A China e o Islão. Steve Bannon não tem dúvidas que os EUA entrarão em guerra a propósito do mar do sul da China. Recorde-se que Bannon é o principal estratega da Administração Trump. Nunca é demais insistir.
Paralelamente, o mesmo Steve Bannon acredita que os EUA entrarão em guerra no Médio Oriente, naquilo que ele considera que será uma "grande guerra". Estas profecias não terão mais de um ano. A esperança de muitos é que Bannon tenha mudado, para melhor e que a práxis o tenha transformado num ser mais sensato. Esperanças.
Todavia, o Secretário de Estado/homem da Exxon Mobile/amigo da Rússia condecorado por Putin/  Rex Tillerson, afirmou que os EUA "iriam impedir o acesso da China às sete ilhas artificiais" em questão. Facto que os especialistas consideram que levará à guerra.

Seja como for, para Bannon é o próprio Cristianismo a estar perigo - e os chineses temem esse Cristianismo. Assim, como o Islão. Estão, portanto, escolhidos os principais inimigos dos EUA. A guerra já pareceu bem mais longínqua do que parece a escassas semanas da tomada de posse daquilo que é, indiscutivelmente, a pior notícia para o mundo, provavelmente do último século: Donald Trump e que o rodeia e o domina.

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