quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Um mundo mais instável

Todos anseiam pelo fim de 2016, mas não estou tão certa assim que outros tantos, no sentido diametralmente oposto, anseiem pelo início de 2017. 
O ano que agora se aproxima do fim não deixará saudades, pelo menos a avaliar pelas conjunturas internacionais. Senão vejamos:
- A UE mostra-se incapaz de recuperar o que quer que seja do projecto europeu, mantendo-se longe dos cidadãos, entregue a políticos medíocres e a tecnocratas acéfalos. A crise dos refugiados apenas veio tornar mais visível as debilidades europeias e a quase total ausência de coesão. A Zona Euro, por sua vez, mantém-se à tona da água com a ajuda preciosa do BCE, sem que alguém arrisque qualquer espécie de viabilidade para a mesma.
- O Brexit, para além de ter contribuído para o aumento da instabilidade no seio da Europa, traz consigo todo um mundo de incertezas e revela que por muito pouco os cidadãos fazem escolhas com o claro objectivo de mostrar o seu desagrado relativamente a questões colaterais e que nada tem a ver com a natureza dos referendos.
- Por falar em descontentamento, este pode dar origem a vitórias como aquela que surpreendeu o mundo: Donald Trump será, em 2017, Presidente da maior potência mundial, colocando em causa tudo, incluindo a actual ordem mundial. Depois desta vitória torna-se impossível acreditar que 2017 será melhor do que este ano que agora se aproxima do fim.
- Síria. O Ocidente lava as mãos como se estivesse de alguma forma inocente e nenhuma relação tivesse com os "rebeldes" na Síria, terroristas no resto do mundo. A Rússia sai em apoio de Bashar al-Assad vencendo importantes batalhas e, preparando-se para exercer um domínio maior numa das regiões mais importantes do ponto de vista energético.
2016 foi um ano difícil. A ver vamos se 2017 lhe faz concorrência.



Sem comentários: