quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Alepo

Alepo. Conhecida cidade síria pelas piores razões. A morte encontrou o seu habitat natural em Alepo, como noutras cidades sírias. 
Entretanto, um pequeno sinal de esperança num cessar-fogo acordado entre rebeldes e forças governamentais numa história que conta com heróis - os habitantes de Alepo -, mas conta também com dois vilões de peso: os rebeldes, inicialmente apoiados por algumas proeminentes nações ocidentais e o regime de Bashar al-Assad apoiado pela Rússia e mais recentemente pela Turquia. O cessar-fogo permitirá a evacuação de 50 mil civis. Teoricamente.
Nesta história difícil de contar, sobretudo no século XXI, os vilões são aqueles que, manifestando um desprezo surreal pela vida humana, se digladiam ferozmente, transformando boa parte do território sírio num inferno na terra. Alepo é uma cidade destruída, irreconhecível,
O cessar-fogo, a ser respeitado, tem um impacto na cidade de Alepo, ficando por saber o que acontecerá noutras cidades sírias. O cessar-fogo, a ser respeitado, permitirá aos sobreviventes respirar, permitirá fazer uma pausa na perpétua fuga aos bombardeamentos e à morte.
Sabe-se que ambos os lados do conflito desprezam os civis. As histórias de horror em cidades como Alepo desafiam a imaginação colectiva e ninguém parece disposto a um maior envolvimento, sobretudo desde que a Rússia entrou no conflito.
António Guterres inicia o seu mandato com este cessar-fogo em Alepo. Um anódino sinal de esperança. Prova disso mesmo é a denúncia por parte da ONU da execução de civis por parte das forças governamentais.



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