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O populismo de Trump e o não cumprimento das promessas

Aparentemente não é homem para cumprir parte das suas promessas, na melhor tradição do populismo. Será assim no que diz respeito a uma hipotética prisão de Hillary Clinton, a quem agora não deseja mal, e assim será no que diz respeito às alterações climáticas, primeiro anunciadas com farsa congeminada pela China, mas agora aparentemente uma realidade para ser levada a sério.
O grande problema de Trump nem é tanto a mudança de opinião, de resto, Trump não é o único a mudar de opinião quando chega ao poder. O problema de recém eleito Presidente americano prende-se com os seus apoiantes e até com quem o próprio escolheu para o coadjuvar – tudo gente com opiniões extremistas, seja sobre o clima, seja sobre questões raciais, seja até sobre política externa. Este é o maior problema de Trump. Toda essa gente, de racistas assumidos passando por ignorantes que alimentam a ideia de que não existem alterações climáticas ou que lucram com essa ideia, já está a cobrar as promessas de Trump; toda essa gente, incluindo apoiantes e membros da sua equipa, não perdoarão a Donald Trump se ele defraudar as suas expectativas.
Até em relação às questões de imigração e questões raciais parece existir por parte do próximo Presidente americano uma tentativa de suavizar o discurso. No entanto, existe igualmente todo um conjunto de homens brancos, irados, racistas e homofóbicos que contam com Trump para executar políticas de guetização, de ostracização e até de expulsão. Será curioso assistir ao defraudamento das expectativas desses homens.

Trump poderá contar assim com uma forte oposição de onde menos se espera: entre os seus apoiantes e colaboradores que são, diga-se em abono da verdade, mais extremistas do que o Presidente – um homem ainda assim imprevisível e perigoso.

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