segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tomada de Mossul

Recordemos que Mossul, cidade iraquiana, é o bastião do Daesh, berço do auto-proclamado Califado e onde se julga estar Abdul Al-Baghdadi, também auto-proclamado Califa. Mossul é uma das cidades a estar na origem do Califado. A queda de Mossul e consequente expulsão e eliminação de membros do Daesh é uma inevitabilidade e, aparentemente, uma boa notícia.
De um modo geral, o Daesh tem vindo a sofrer duros reveses: perda de território, diminuição de receitas, sobretudo daquelas que resultam da venda de petróleo.
Existe, inclusivamente, o reconhecimento por parte da liderança do Daesh que a perda do Iraque e da Síria (Califado) será mesmo uma inevitabilidade.
O que pode resultar desta claro enfraquecimento? É aqui que tudo se complica. Com efeito, a intensificação de ataques terroristas, mais concretamente no Ocidente, é uma possibilidade real e que deve ser levada em conta. Deste modo, e na óptica de muitos apoiantes do Daesh, a Jihad prossegue. O palco de combate deixa de ser a Síria e o Iraque, passando para o Ocidente, com maior intensidade.
A perda de Mossul e Raqqa poderia ser o último estertor do Daesh, mas a perda de Mossul, Raqqa, Aleppo ou Manbij não é consonante com a morte da visão radical subjacente aos apoiantes do também apelidado Estado Islâmico.
Paralelamente e não menos importante, resta também conhecer quantos países continuam a apoiar sub-repticiamente grupos radicais.

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