Avançar para o conteúdo principal

Há uma diferença

Em rigor, há muitas diferenças a registar entre o actual Governo e o anterior, mas existe uma que merece destaque: o alvo da austeridade. Contrariamente ao anterior Governo que fez dos mais pobres e da classe média o seu alvo, o actual Governo prefere apontar para outras direcções - as dos que mais têm. Bom exemplo é a intenção do Executivo, coadjuvado por Bloco de Esquerda, de criar um imposto para proprietários com património de elevado valor. Concretamente, aqueles que possuem património acima de 500 mil euros. Este imposto será independente do já conhecido IMI. Imposto sobre o património de luxo.
Paralelamente, não é sério dissociar desta discussão aquilo que já foi devolvido precisamente aos mais pobres e à classe média no OE2016. A austeridade tem muito que se lhe diga e a chamada para os "sacrifícios" está a contemplar outros nomes que não os do costume. 
Haverá sempre quem considere este imposto injusto, designadamente quem se encontra na situação de ter de o pagar, no entanto a questão que se deve colocar é a seguinte: os apaniguados de Passos Coelho que tantos impostos deitaram sobre as classes médias, preferem esta solução - pagar quem pode pagar - ou insistir nos que fazem uma ginástica surreal apenas para chegar ao fim do mês?

Seguramente existirá uma multiplicidade de diferenças entre este Governo e o anterior, desde logo, diferenças de forma, mas a que está acima enunciada é indiscutivelmente uma das que mais merece ser enfatizada, pela positiva. Desde logo, obriga-nos a pensar sobre o modelo de sociedade que pretendemos: um modelo de desigualdades acentuadas ainda mais pela desequilibrada carga fiscal ou um modelo em que se procura atenuar essas desigualdades, utilizando também a fiscalidade para o efeito.

Comentários

pvnam disse…
A alta finança (capital global) está apostada em dividir/dissolver as Nações... terraplanar as Identidades... para assim melhor estabelecerem a Nova Ordem Mundial: uma nova ordem a seguir ao caos – uma ordem mercenária (um Neofeudalismo).
Andam por aí muitas marionetas... cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da alta finança (capital global).
.
A Esquerda Bandalha/Marioneta:
i) diz que a salvação do problema do deficit demográfico da Europa... está... na naturalização da 'boa produção' demográfica daqueles que reprimem os Direitos das mulheres - ex: islâmicos;
ii) diz que a classe média que poupa... tem de ser 'martelada' com impostos!
[a alta finança não paga impostos: até as suas casas de habitação estão em offshores]
.
.
.
Anexo:
Os badalhocos armadilharam o futuro das crianças nativas europeias:
- como os nativos não possuem uma taxa de natalidade de 2.1 filhos por mulher... logo... irá acontecer uma SUJEIÇÃO AOS SALVADORES da demografia europeia: os islâmicos.
Cortar com a bandalheira antes que seja tarde demais:
- http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
[o legítimo Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones]

Mensagens populares deste blogue

PSD: Ainda agora começou e parece que já está a acabar

Dois dias depois da realização do congresso do PSD as vozes da discórdia fazem-se ouvir, designadamente Luís Marques Mendes e José Miguel Júdice. E se o congresso foi particularmente negativo para o recém-eleito Rui Rio, o dia seguinte não está a ser melhor. Rio eleito para uma liderança de transição, mesmo que obviamente não admitida, não terá qualquer estado de graça, até porque há uma parte do partido que se sente excluído, sobretudo agora que já choraram o desaparecimento do pai Passos Coelho e que estão preparados para virar a página.  Por outro lado, Rio fez as piores escolhas possíveis, designadamente a vice-presidente, facto que terá provocado reacções negativas não só por parte dos apaniguados de Passos Coelho, mas de quase todo o partido. E as explicações estão longe de ser convincentes. As democracias vivem de pluralidade, sobretudo no que diz respeito às escolhas políticas. A fragilidade do PSD não é uma boa notícia, mas não deixa de ser uma consequência dir...

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

A morte lenta de democracia

As democracias vão morrendo lentamente. Exemplos não faltam, desde os EUA, passando pelo Brasil. No caso americano cidades como Portland têm as ruas tomadas por forças militares, disfarçadas de polícia, que agem claramente à margem do Estado de Direito, uma espécie de braço armado do Presidente Trump. Agressões, sequestros, prisões sem respeito pelos mínimos que um Estado de Direito exige, são práticas reiteradas e que ameaçam estender-se a outras cidades americanas. Estas forças militares são mais um sinal de enfraquecimento da democracia americana. Recorde-se que o ainda Presidente ameaça constantemente não aceitar os resultados que saírem das próximas eleições, isto claro se perder.  No Brasil a história consegue ser ainda pior e mais boçal. A família Bolsonaro e as milícias fazem manchetes de jornais.  Em Portugal um partido como o "Chega" é apoiado por proeminentes empresários portugueses, como a revista Visão expõe na sua edição desta última sexta-feira. A democr...