segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sobre os seres rastejantes

Não há muito a dizer sobre seres rastejantes. Afinal de contas são seres que rastejam pela vida. Uns vingam na política, outros no "mundo dos negócios", outros ainda transitam, com particular sucesso, entre um mundo e outro. Mas são apenas seres que rastejam pela vida.
Estranhamente e apesar das óbvias limitações destas criaturas, existe quem lhes conceda uma importância que eles naturalmente não deveriam possuir. E tudo se torna ainda mais estranho quando um destes seres é escolhido para representar outros seres que, aparentemente, possuem coluna vertebral.
Compreende-se que as ditas criaturas rastejantess tenham importância para o cinema, designadamente para a ficção-científica de série B, em que se tornaram particularmente famosos depois de atacarem seres humanos indefesos em casas-de-banho; porém, torna-se mais difícil compreender o sucesso destas criaturas na vida real. Compreende-se que as ditas criaturas viscosas sejam retratadas no cinema, sobretudo em filmes de série B. Afinal de contas, provocam-nos asco, repulsa, havendo ainda o perigo de se enfiarem em orifícios constrangedores. Sendo certo que os referidos seres provocam, também na vida real, uma espécie de repulsa, torna-se difícil aceitar como é que alguns transitam com sucesso da política para a Goldman Sachs, embora o referido banco seja um verdadeiro antro de seres rastejantes.


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