quarta-feira, 27 de julho de 2016

Afinal...

O défice foi reduzido em 971 milhões de euros no primeiro semestre, ou seja a execução orçamental está a correr manifestamente bem. Contrariamente a outros tempos, a notícia não teve o destaque que seguramente merecia e quando se abordou a questão na comunicação social das duas uma: ou se desvia a atenção para outras questões, tantas vezes sem qualquer ligação directa, ou se procurou desvalorizar o feito recorrendo a conjecturas que redundam invariavelmente numa maquilhagem das contas. Provas disso? Nenhumas. Todavia, vivemos tempos em que a retórica anda sozinha depois de ter abandonado a dialéctica. Basta dizer, não é necessário fundamentar.
É evidente que a boa execução orçamental torna a questão das sanções ainda mais ridícula; é evidente que a boa execução orçamental deixa Passos Coelho ainda mais isolado; é evidente que a comunicação social preferia notícias de pendor mais apocalíptico. 

A realidade por vezes é uma chatice. Afinal, contra tudo e contra todos, a "geringonça" não só funciona, como é bem sucedida, em oposição aos anos de Passos Coelho. Afinal a união das esquerdas, apesar das pressões internas e externas, vai colhendo os seus frutos e até as sondagens reflectem o sucesso desta solução política. Não admira pois que Passos Coelho manifeste despudoradamente o seu desespero.

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