sexta-feira, 1 de abril de 2016

Onde está a surpresa?

O Partido Comunista Português, alinhando ao lado de PSD e CDS, chumbou o voto de condenação a Angola relativamente à prisão de 17 activistas e parte do país parece ter sido apanhado de surpresa. Confesso que não percebo bem porquê. Afinal de contas, o PCP não mudou assim tanto.
Se o chumbo por parte do PSD e CDS parece não ter inquietado uma única alma, talvez porque já todos chegaram à conclusão de que estes partidos são partidos de negócios e nada mais, o mesmo não se terá passado com a tomada de posição do PCP.

Em conclusão, surpreendente seria ver o PCP aprovar o voto de condenação ao regime angolano. De resto, a solidariedade com os marxistas do MPLA tem mais peso do que 17 pessoas que escolheram o livro errado para ler e discutir. É simples, é o PCP no seu pior. Nada de novo, apenas mais um episódio que revela a natureza do Partido Comunista Português. Quais liberdade quais quê? É a ortodoxia; é a cegueira ideológica; é a antítese da democracia – palavra cheia de significado internamente e vazia de conteúdo quando o regime em causa é irmão, pelo menos formalmente. Nada de ingerências. 

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