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Ainda Maria Luís

Maria Luís está debaixo de fogo. Depois da nova experiência profissional numa empresa ao nível da agiotagem – parte integrante do sector financeiro que domina o país porque tantos como Maria Luís, sobretudo depois de desempenharem cargos de natureza política, trabalham afincadamente para esse sector – conhece-se agora uma condenação judicial, resultado de uma decisão da ex-ministra, facto que é verdadeiramente inquietante para as contas públicas.
Nesta história dos contratos swap não haverá propriamente inocentes, desde Sócrates – é no seu governo que surgem os contratos em questão -; passando pelos gestores das empresas públicas que os assinaram, fazendo futurologia com taxas de juros, o que corre amiúde mal; passando também pelo Banco Santander, mais um agiota que aguça os dentes e, claro está culminando com ministra das Finanças da altura, Maria Luís Albuquerque, que mandou cancelar os pagamentos referentes a esses contratos. Correu-lhe mal a ela e sobretudo a todos nós que teremos 1.8 mil milhões de euros para pagar.
Paralelamente, importa lembrar que Maria Luís era dirigente de uma das empresas envolvida, considerada uma especialista em contratos swap. Imaginemos se não o fosse.
Maria Luís é responsável por mais um desastre nas contas públicas. De resto, o resultado seria diferente se o caso fosse julgado noutro país que não aquele que respira em favor da alta finança – o Reino Unido. E falta saber se o anterior governo procurou efectivamente evitar que o caso não fosse julgado naquele país em questão.

Apesar de tudo, Passos Coelho continua a equacionar Maria Luís para um futuro Governo. O delírio e a mais gritante falta de vergonha continuam a assombrar a vida do anterior primeiro-ministro. 

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