quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Democracia e pluralismo

Perdi a conta das vezes que escolhi como tema a democracia e o pluralismo fruto do debate de ideias, o que não deixa de ser curioso. Desta feita volto à democracia e ao pluralismo, designadamente à sua indissociabilidade, a propósito das presidenciais.
À indolência da comunicação social, juntam-se comentadores como Marques Mendes que acumula funções de vidente. Marques Mendes, num dos seus magníficos momentos de clarividência, duvida que venha a existir uma segunda volta isto porque as pessoas estão cansadas e vão querer despachar tudo à primeira, como se a democracia fosse uma coisa para despachar. Aliás, o antigo Presidente do PSD para além de saber o que vai na cabeça de cada um de nós, acredita também que as pessoas estão cansadas de eleições e, por conseguinte, vão despachar tudo à primeira.
Todavia e abono da justiça, o social-democrata (?) ressalva o facto da sua análise não possuir qualquer fundamento científico, nem tão pouco se tratar de uma análise "rigorosa". Vamos conjecturar, apostando na crença da existência de uma estupidez generalizada. É assim que se vai fazendo comentários políticos em Portugal.
Existe porém um desprezo reiterado pela democracia e pelo pluralismo que lhe é inerente. Tudo está decidido, não existe pois a necessidade de debater ideias. Promove-se a indolência mental e fundamentam-se as análises e os comentários numa espécie de estupidez transversal. Democracia e pluralismo são, paradoxalmente, palavras vazias para quem faz opinião.



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