sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Debates

Depois de debates que puseram a nu a tibieza de boa parte dos candidatos e de debates com candidatos que não parece querem ser levados a sério, Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa protagonizaram um dos debates mais esperados. A expectativa era alta e compreende-se: este era o debate que punha frente-a-frente o candidato forjado pela televisão e o candidato que possui características que todos reconhecem como sendo importantes para o desempenho do cargo, não sendo, porém, uma personalidade suficientemente conhecida.
Perante o contraste entre a vacuidade de Marcelo e o humanismo, inteligência e seriedade de Sampaio da Nóvoa, resta pouco a dizer, exceptuando o facto de Marcelo, que tem optado por se fazer de morto para substituir outro morto que ainda ocupa o Palácio de Belém, ter sido obrigado a entrar na campanha. Uma entrada nada promissora. Marcelo conta as semanas, dias e horas até ao dia 24 deste mês.

Creio que todos os cidadãos reconhecem a necessidade de revitalizar a Presidência da República, depois destes malfadados anos de uma espécie de Cavaquismo decrépito. Feito esse reconhecimento, será possível acreditar que Marcelo Rebelo de Sousa – candidato da direita do atavismo, homem anacrónico, vazio e insidioso é a pessoa certa para o lugar em questão? Não serão essas mesmas características aquelas que tanto se criticou em Cavaco Silva? Por que razão insistimos no erro? Porque a televisão assim nos ordena?

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